Havia muitos candidatos ao “título” de Héroi Esquecido do GP dos EUA. Vimos muitas prestações de grande nível que ficaram abafadas pelo ruído da polémica das penalizações e pela vitória incontestável da Ferrari.
Podemos referir George Russell, que fez uma excelente corrida, largando da via das boxes, para terminar em sexto. Podíamos também falar de Nico Hülkenberg, que voltou a terminar nos pontos, num fim de semana em que os Haas foram muito competitivos. Podíamos falar de mais uma espetacular exibição de Franco Colapinto. Mas vamos destacar Liam Lawson.
Lawson chegou aos EUA depois de uma paragem de um ano, substituindo Daniel Ricciardo. A missão do neozelandês é difícil: ter de provar que merece um lugar na estrutura Red Bull (até na equipa principal), em seis corridas, contra Yuki Tsunoda, que está na melhor forma da sua carreira na F1, depois de uma paragem prolongada. Mas Lawson conseguiu mostrar toda a qualidade que tem.
No sábado, na Sprint, notou-se alguma falta de ritmo, mas foi crescendo a cada ida para a pista. Na qualificação para o GP, fez o terceiro tempo na Q1, provando a sua velocidade. Com a penalização por troca de componentes da unidade motriz, na Q2 serviu apenas para dar cones de aspiração a Yuki Tsunoda. Na corrida de domingo, foi soberbo. Muito inteligente na gestão da corrida, veloz, com boas manobras, foi do 15º ao nono lugar final, deixando para trás Yuki Tsunoda que voltou a cometer um erro.
Lawson começou com o pé direito e se conseguir manter o nível, ou melhorar, as portas da Red Bull abrem-se.












