Johnny Herbert, ex-piloto de Fórmula 1 e atual comissário da FIA, saiu em defesa do ‘castigo’a penalidade de serviço comunitário imposto a Max Verstappen após o piloto ter soltado alguns palavrões durante uma conferência de imprensa. A decisão, que gerou controvérsia no paddock, está alinhada com a postura firme que o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, deseja estabelecer para banir o uso de linguagem imprópria na categoria.
Para Herbert, a sanção aplicada a Verstappen — que muitos pilotos consideraram exagerada — não foi apenas uma questão de disciplina, mas sim um lembrete de que, mesmo num ambiente competitivo como a Fórmula 1, há limites para o comportamento público. “As conferências de imprensa são um cenário diferente das pistas. É importante que os pilotos tenham autocontrolo, pois representam muito mais do que eles mesmos ali”, disse Herbert ao Casino Hawks.
Embora a reação dos pilotos tenha sido de desagrado, o ex-piloto acredita que a comunidade da F1 nunca esteve tão coesa e pronta para discutir esses temas de maneira construtiva. No processo que levou à decisão final, Verstappen teve a oportunidade de expor o seu ponto de vista, mas a escolha de um serviço comunitário foi vista como mais educativa do que uma simples multa ou suspensão. “Há várias formas de sancionar um piloto, mas queremos que as punições tenham um impacto positivo e sirvam de aprendizagem”, explicou Herbert, destacando a flexibilidade que a FIA possui para adatar as suas medidas disciplinares.
Apesar do desconforto inicial, a sanção é um sinal de que a Fórmula 1 está cada vez mais focada em criar um ambiente que reflete profissionalismo dentro e fora das pistas. Afinal, os holofotes não iluminam apenas a glória dos campeões, mas também as suas atitudes quando estão longe do cockpit.











