Ontem, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, criou uma polémica ao dizer que os pilotos de F1 não são ‘rappers’ referindo-se ao que diz ser o uso exagerado de palavrões na Fórmula 1.
Como sempre sucede nestes casos, sempre que alguém tenta encontrar um exemplo para reforçar a sua mensagem, ‘suja um pé todo’, e foi esse o caso de Sulayem, que desde que é presidente ainda não conseguiu parar com as polémicas.
O que Ben Sulayem fez foi chamar malcriados aos ‘rappers’. E porque carga de água?
Totalmente desnecessário, a começar logo pelo tema, pois há tanta coisa mais importante para tratar, do que ponderar se algumas asneiras em direto, quando todos sabemos que os pilotos e as equipas estão em ‘stress’ máximo, não vem daí grande mal ao mundo, as asneiras.
Recorde-se que o presidente da FIA pediu aos pilotos para reduzir o uso de linguagem obscena nas comunicações por rádio durante as corridas e a comparação que fez levou Lewis Hamilton a reagir com o piloto da Mercedes a criticar a escolha de palavras de Ben Sulayem, argumentando que a comparação com rappers, que são em grande maioria negros, possui um “elemento racial”.
Hamilton considera que a afirmação estereotipa os rappers e generaliza um grupo étnico.
De qualquer maneira, Hamilton concorda que o uso excessivo de palavrões nas comunicações por rádio não é adequado, especialmente considerando o público infantil que acompanha a Fórmula 1 e sugere… multas. Hamilton defende ainda que os pilotos devem ter liberdade para expressar as suas emoções durante as corridas, mas também reconhece a importância de serem responsáveis pelas suas palavras, considerando o impacto que elas podem ter em outras pessoas.
FOTO MPSA/Phillipe Nanchino










