O chefe de equipa da Williams, James Vowles, decidiu substituir Logan Sargeant por Franco Colapinto nas últimas nove corridas da época de 2024, alegando que Sargeant tinha “atingido o limite” do seu potencial na F1.
Vowles realçou que a decisão foi baseada no desempenho e não foi desencadeada pelo acidente de Sargeant em Zandvoort. Embora Sargeant tenha mostrado progressos em 2023, aproximando-se do ritmo do colega de equipa Alex Albon, essa progressão estagnou em 2024.
“Se falarmos com todos os diretores de equipa nas boxes, ninguém quer mudar de piloto a meio da época. É horrível. É incrivelmente duro para o piloto, é duro para a equipa, é perturbador.” disse Vowles, citado pelo autosport.com. “Então, por que mudar agora? A melhor altura para o fazer teria sido no início do ano. Mas Logan, no final do ano passado, estava a começar a ficar a um décimo de Alex e a aproximar-se. Foi bom ver a sua progressão e, se essa progressão continuasse, teríamos o piloto, penso eu, numa posição muito forte este ano. Não me pareceu que fosse o momento certo para cortar os laços e cortar relações por causa disso. Por isso, a razão agora é simples: já temos experiência suficiente para saber que ele atingiu o limite do que é capaz de fazer. De facto, é quase injusto para ele continuar assim. Olhem para a cara dele quando sai do carro, ele deu-vos tudo o que podia e não é suficiente. Do ponto de vista humano, ele nunca fez outra coisa senão dar-me 100% do que era capaz de fazer. Mas a consciência de onde ele está agora nos seus limites é muito clara, é clara para toda a gente”.
Vowles acredita que a Williams tem agora um carro capaz lutar por pontos e, como tal, fez a mudança que achava necessária, para o bem da equipa, não tendo visto nos dados de Logan Sargeant capacidade para ajudar a equipa:
“O que eu queria fazer era dar tempo suficiente para que [Sargeant] demonstrasse a sua capacidade nas pistas em que sei que podemos ter bons resultados. No início do ano, tínhamos a responsabilidade de construir um carro suficientemente rápido. Não o fizemos. A partir de Zandvoort, acredito que construímos um carro que é capaz de marcar pontos e é aí que o ponto de decisão muda. E, no caso dele, isso aconteceu realmente depois da corrida de domingo e eu analisei os dados dele com detalhes suficientes para ver onde ele estava em termos de desempenho, o que estava a acontecer. E não era apenas uma área, havia uma falta de gestão do tempo, havia uma falta de ritmo e onde ele terminou foi demasiado atrás”.
Em última análise, Vowles acredita que uma “separação limpa” era a melhor decisão para ambas as partes.









