Laurent Mekies revelou que a equipa baseada em Faenza goza de uma autonomia significativa na sua abordagem de desenvolvimento, marcando um afastamento do seu anterior papel como programa júnior da Red Bull, apesar de ter sido anunciada, ainda antes do início da temporada, a parceria técnica mais próxima entre as duas estruturas.
Em declarações ao RacingNews365, Mekies explicou como a RB trabalha para se tornar mais competitiva, ao mesmo tempo que capitaliza a independência que agora tem da equipa principal da Red Bull.
“A beleza deste projeto é que temos um grande nível de liberdade, por isso decidimos aproveitar essa liberdade”, explica o chefe de equipa da RB. “Fazemos muita coisa. Acertamos em algumas coisas, erramos em muitas outras. Estamos a mudar muito, temos de continuar a desafiar-nos, tentamos chegar ao sítio certo, tentamos fazê-lo rapidamente. Por vezes caímos, por vezes erramos, mas, com certeza, é um ambiente de resposta rápida, simples e racional, sendo também o que cria o espírito extraordinário que temos na equipa atualmente. Temos de nos certificar de que não perdemos a concentração a médio prazo, embora haja sempre a pressão dos resultados imediatos.”
Anteriormente, a equipa sediada em Faenza servia principalmente como palco para os jovens talentos da Red Bull, no entanto, a equipa está agora a ser posicionada como uma entidade mais independente dentro da Red Bull, após a contratação de Mekies como chefe de equipa e Peter Bayer como diretor-executivo.
Mekies sublinhou que esta nova direção proporciona à equipa uma maior autonomia na tomada de decisões e no desenvolvimento ao mesmo tempo que procuram ser mais ambiciosos nos resultados. “Não vamos carregar no botão de pânico após as primeiras dificuldades e tentamos ser mais ambiciosos na tentativa de resolver o que temos de resolver”, disse Mekies sobre os primeiros meses da atual temporada. “Construir ou fazer evoluir a cultura de uma empresa não é algo que se faça num dia e estamos todos a esforçar-nos muito para o fazer com o nosso pessoal experiente”, concluiu.









