A primeira metade da época de Charles Leclerc mostra-nos uma tendência negativa. Podíamos mesmo dizer que nas primeiras corridas do ano, Leclerc fez o inverso de Hamilton.
O #16 da Ferrari começou a época bem, aproveitando a vantagem da Ferrari sobre a concorrência (esquecendo a Red Bull que foi intocável nos primeiros meses). Nas primeiras oito corridas, Leclerc conseguiu quatro pódios, uma vitória (em casa, finalmente) e conseguiu ficar ligeiramente acima do colega de equipa, Carlos Sainz, apesar do espanhol ter festejado um triunfo antes (GP da Austrália). Mas os upgrades da Ferrari não deram os resultados esperados, a performance da equipa caiu e com ela, os resultados de Leclerc. Desde o triunfo no Mónaco que Leclerc tem estado afastado dos primeiros lugares e com o ar pesado que o carateriza quando as coisas não correm bem. O pódio na Hungria foi um bom bálsamo antes das férias, mas vimos um Leclerc abaixo de Sainz, que parece dar mais luta a este mau momento da Ferrari.
Leclerc ainda consegue mostrar todo o seu talento e a pole na Hungria, sem ninguém contar, foi a prova que a sua velocidade pura se mantém intacta. Mas Leclerc parece ir na “conversa” da Ferrari e complica na estratégia, toma más decisões com muita frequência e acaba por pagar o preço. Nesse capitulo, Sainz parece mais inteligente e toma as rédeas da situação, mesmo que tal implique ir contra o que a recomendação da equipa. E isso tem dado pontos importantes ao espanhol. Leclerc tem de assumir mais o risco e ser mais inteligente nas decisões em pista. Só assim poderá ganhar força e reentrar na luta pelo título.
Charles Leclerc – Nota 7
Foto: Philippe Nanchino / MPSA










