O diretor-executivo da McLaren, Zak Brown, criticou recentemente a Red Bull Racing, descrevendo o ambiente atual na equipa de Milton Leynes como “bastante tóxico”, acreditando o norte-americano que os austríacos se debatem com problemas internos significativos que podem prejudicar o seu desempenho.
No ‘podcast’ Hot Pursuit da Bloomberg, Brown destacou os vários problemas que a Red Bull enfrentou na temporada de 2024. Apesar de liderar a classificação do campeonato, a sua vantagem em pista diminuiu, com a McLaren e a Ferrari a assegurarem vitórias este ano e a diminuírem constantemente a diferença de desempenho.
“Neste momento, a Red Bull é um ambiente bastante tóxico”, disse Brown, avisando ainda que “há mais para vir”. Na opinião do responsável da McLaren, “a saída de [Adrian] Newey é importante, porque muitas pessoas na Red Bull começaram a trabalhar com ele. Já mencionei que havia currículos a circular. Isso acontece a toda a hora, mas vemos um nível mais elevado de desconforto”.
Além da ‘fuga’ de elementos que prevê, Brown explicou que “também acho que no futuro vai ser mais difícil com os patrocinadores, porque vão examinar cuidadosamente aquilo a que estão associados”. Como tal, na Red Bull, e conforme o cenário traçado pelo responsável da McLaren, “é uma situação complicada”.
O diretor-executivo da McLaren abordou ainda a questão de Max Verstappen na equipa de Milton Keynes. “Vai ficar ou vai-se embora? O Max tem um contrato, mas o pai dele é muito franco. A Red Bull é uma grande equipa de corridas, mas está desestabilizada. Podemos ver isso com a saída de Newey”.
Mesmo não querendo subestimar a Red Bull, Brown considera que está fragilizada. “Como já disse, é uma equipa incrível, mas, segundo o meu raciocínio, já não é tão forte como era. Se eu olhar para quem tem o melhor caminho agora, é a Ferrari e a McLaren. Mas as coisas podem mudar rapidamente, por isso temos de manter os dois pés no chão”, concluiu.
Foto: Philippe Nanchino/ MPSA











