Deram bastante confusão as palavras de Thierry Neuville pois muitos entenderam-nas como uma espécie de preparação para a despedida dos ralis no final deste ano. Pode ser verdade mais para a frente, mas para já o que o belga quis dizer foi, se a Hyundai sair, ele e provavelmente mais gente vai também sair. no seu caso seria o fim da carreira ao mais alto nível nos ralis.
Na verdade, o restante que Thierry Neuville disse é que tem grande importância, pois o belga ‘arrasa’ a FIA e o Grupo de trabalho que chegou a este conjunto de regras que foram conhecidas recentemente.
Neuville diz-se surpreendido com a quantidade de mudanças levadas a cabo pela FIA, também porque são para ser implementadas num curto período e isso é algo que não é só Neuville a dizer.
Jari-Matti Latvala já o deixou claro.
À Auto Hebdo, Thierry Neuville tinha dito que os anúncios da FIA o deixaram chocado, dizendo que a federação internacional “não sabem o que querem, nem para onde nos querem levar”.
Neuville assegura que não faz qualquer sentido ter carros novos em 2025, cujos regulamentos só serão revelados em junho próximo, e para 2026 ninguém se atreveria a vir se em março de 2024 ainda nem sequer há regulamentos para 2025. Neuville diz ainda que o Grupo de trabalho encabeçado por David Richards foi duas vezes ao parque de assistência e decidiu o que conhecemos agora, deixando no ar que do lado das equipas não há grande acolhimento relativamente ao que foi decidido, e termina dizendo que pouco falam do tema e que a FIA não sabe o que está a fazer.
Resumindo, o belga preferia estabilidade até 2026, usando esse período para preparar o futuro do WRC, assegurando que dificilmente alguma marca entrará com os regulamentos de transição até lá.
Thierry Neuville disse ainda uma coisa grave: com ele nem com os seus colegas pilotos, do Grupo de Trabalho, ninguém falou, e acrescenta ainda que as decisões foram contra o que as equipas pediram.










