O chefe de equipa da Aston Martin, Mike Krack, admitiu ter ficado surpreendido com o facto da Alpine ter deixado partir um técnico tão experiente como Bob Bell, cujos serviços foram contratados pela sua equipa.
Bob Bell começou a trabalhar com a Renault em 2003 e foi o diretor técnico da equipa francesa durante as temporadas de sucesso em 2005 e 2006, com os Renault R25 e R26 que venceram o campeonato de pilotos nas mãos de Fernando Alonso e o campeonato do Mundo de construtores. Depois de anunciada uma nova reestruturação do departamento técnico da Alpine, Bell deixou a equipa, depois de ter assumido em 2018 uma função consultiva, afastando-se da F1 para trabalhar na Alpine Labs. Só que o técnico captou a atenção da Aston Martin que o conseguiu convencer a ser o seu novo diretor técnico executivo, reportando diretamente a Mike Krack, numa nova função que reforça ainda mais o grupo de liderança sénior da equipa sediada em Silverstone. Bell terá a responsabilidade geral pelas funções técnicas, de engenharia e de desempenho, levando consigo uma vasta experiência na Fórmula 1.
“Com o Bob, temos a sorte de ter recrutado alguém com uma enorme experiência, com uma enorme quantidade de conhecimentos técnicos”, explicou Krack na conferência de imprensa dedicada aos chefe de equipa na Arábia Saudita, com Bruno Famin sentado ao seu lado. “E penso que quando analisamos o que temos em mãos nos próximos anos, sentimos que é importante reforçar ainda mais o nosso departamento técnico. E quando alguém com este calibre está disponível, penso que é muito importante tentar tê-lo. E sim, quero dizer, o Bob já começou. Já foi um ótimo começo. Estamos muito contentes por o termos conseguido convencer e vamos ver o que isto nos traz”.
Questionado o responsável da equipa de Silverstone se ficou surpreendido pela Alpine ter dispensado Bob Bell, Krack respondeu apenas “sim”.
Já Bruno Famin, esclareceu que com a nova liderança técnica tripartida na Alpine, quer “mudar a mentalidade, libertar a criatividade e ter três directores técnicos torna a organização muito mais horizontal, muito menos vertical. Mais atividade, mais agilidade e, na verdade, o lema é desenvolver o nosso pessoal. Temos pessoas muito talentosas e queremos que tragam o máximo que puderem para o projeto, para a equipa, para a empresa”. Mas antes de conseguir ver resultados dessa operação interna, Famin sublinha que é preciso “mudar a nossa forma de desenvolver o carro, talvez também de correr com o carro”.










