Christian Horner apelou ao fim da intromissão e da extensa cobertura da sua vida privada após a conclusão do inquérito sobre o alegado comportamento impróprio, cujo resultado foi conhecido pouco antes do início da temporada de 2024 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, ilibando-o das acusações. Depois disso, foi enviado um link para centenas de jornalistas, responsáveis da F1 e da FIA, com alegadas provas do comportamento do responsável da Red Bull, colocando Horner de novo no centro da polémica.
Em Jidá, no primeiro dia do Grande Prémio da Arábia Saudita, Horner salientou “período muito difícil” que tem vivido nas últimas semanas. “Sou casado e tenho três filhos. E quando essa intromissão inclui os nossos filhos e o escrutínio que é colocado no meu casamento… tenho muita sorte por ter uma família linda e uma mulher que me apoia muito e sou o único que foi envolvido nisto. Por isso, é claro que é muito difícil”.
O chefe de equipa e diretor executivo da Red Bull recordou que “houve uma queixa que foi feita. Foi tratada da forma mais profissional pelo grupo, não pela Red Bull Racing, mas pelos proprietários da Red Bull Racing – a Red Bull GmbH – que nomearam um advogado independente, um dos mais conceituados do mundo. Teve tempo para investigar todos os factos. Entrevistou todas as pessoas envolvidas, juntamente com outros interessados, analisou tudo, tinha todos os factos. E chegou a uma conclusão em que rejeitou a queixa. No que me diz respeito, no que diz respeito à Red Bull, seguimos em frente e olhamos para o futuro. A minha mulher tem-me dado um apoio fenomenal durante todo este processo, tal como a minha família, mas a intromissão na minha vida familiar já é suficiente”.
Para aqueles que pedem mais transparência no que aconteceu neste caso, Christian Horner explicou que mesmo que “quisesse falar sobre o assunto, não posso, devido às restrições de confidencialidade”, acusando outros envolvidos na Fórmula 1 de tentarem “tirar partido disso. Infelizmente, a Fórmula 1 é um negócio competitivo. E houve, obviamente, elementos que procuraram beneficiar com isso. E esse é talvez o lado não tão bonito da nossa indústria”, concluiu.
Foto: Philippe Nanchino / MPSA










