A sensacional mudança anunciada, que levará Lewis Hamilton a deixar a Mercedes no final da temporada de 2024 e mudar-se para a Ferrari, passou a ser o foco principal das notícias sobre a Fórmula 1 e dando início à especulação em torno do mercado de pilotos. As atenções voltam-se para quem pode ser o substituto adequado ao britânico na equipa de Brackley em 2025.
Ofuscando o lançamento da Haas ou a decisão da Formula One Management sobre a Andretti – parece que a saída de Günther Steiner foi um acontecimento de um passado longínquo, por coincidência, foi ele quem disse no final do ano passado que acreditava que o mercado de pilotos iria começar a mexer muito cedo em 2024 – a saída de Hamilton da Mercedes abre novas possibilidades no mercado de pilotos, até porque Carlos Sainz ficará livre para procurar uma nova equipa.
São vários os pilotos já apontados como opção para a equipa de Toto Wolff, começando com o piloto espanhol que perderá o lugar na Ferrari. Com duas vitórias na carreira na Fórmula 1, Sainz tem sido apontado ao projeto da Audi, ficando agora livre de poder rumar à Sauber em 2025 para se manter na estrutura no ano da entrada oficial da marca alemã na F1. No entanto, o jornalista Lawrence Barreto, do F1.com, dá conta de algumas conversas entre Wolff e quem gere a carreira de Sainz nos últimos anos. Estando agora a porta de saída aberta da Ferrari, poderá ser mais fácil ao austríaco aliciar o piloto espanhol.
Outro nome muito falado, apesar de haver rumores sobre um possível regresso à Red Bull também em 2025 e outros que o dão como próximo da Sauber, é Alexander Albon. O tailandês, atualmente piloto da Williams depois de ter sido reserva da Red Bull, tendo saído da F1 durante um ano quando foi despromovido da Red Bull para a Toro Rosso, é um piloto talentoso, mas o facto de ter sido companheiro de equipa e com melhores resultados do que Nicholas Latifi e Logan Sargeant na equipa britânica, é visto por alguns como um elemento que ainda tem de provar que pode atingir o nível para estar de novo numa equipa que luta por vitórias em corrida e títulos.
Muito falado para acompanhar George Russell na Mercedes, tem sido Fernando Alonso. No entanto, o nome do piloto espanhol surge quase sempre neste tipo de mudanças no mercado. O seu contrato com a Aston Martin termina no final do corrente ano, ainda tem muita velocidade e experiência, mas seu alto salário e personalidade forte podem ser um desafio. Não é que a Mercedes não tenha capacidade financeira para pagar a Alonso, mas George Russell aufere, pelos cálculos da Forbes de 2023, muito menos do que os 34 milhões de dólares do espanhol na Aston Martin. O ambiente não deveria ser o melhor na Mercedes, com o sucessor de Lewis Hamilton, como chamou Toto Wolff a Russell, a ganhar menos do que o bicampeão do mundo Alonso.
Também a hipótese do regresso de Sebastian Vettel à F1 para pilotar pela Mercedes parece pouco exequível. Além do facto de Wolff ter dito que considera a saída do alemão definitiva, Vettel tem outros projetos de voltar à competição dois anos depois de ter saído parece muito pouco provável.
Esteban Ocon teve ligações à Mercedes, antes de rumar à Renault/Alpine. Tem contrato com a equipa até o final de 2024 e a sua relação próxima com Toto Wolff pode permitir um salto na sua carreira, mas mostrou que realmente ser um valor seguro na F1 como foi anunciado numa altura precoce da sua carreira.
Dos atuais pilotos da grelha, não podemos esquecer que Valtteri Bottas pode fazer o caminho inverso ao que fez no final de 2021. No entanto, o piloto finlandês já deu conta de estar mentalmente melhor na Sauber do que o período que passou na Mercedes. Quererá voltar a sentir a pressão das vitórias?
Outras opções surgem com nomes menos conhecidos, uma vez que se tratam de jovens pilotos do programa da equipa. Frederik Vesti tem feito uma carreira alicerçado em bons resultados nas fórmulas juniores e tendo agora 22 anos de idade, pode ser visto como possibilidade para aprender ao lado de George Russell. Entre os jovens, há ainda que destacar o mais jovem Andrea Kimi Antonelli, que é tido como um piloto com grande potencial. Seria uma progressão natural para este Kimi assumir o posto de Hamilton, mas a equipa pode hesitar em colocá-lo numa posição de tanta pressão tão cedo em sua carreira, o mesmo se pode afirmar de Vesti. Seria mais razoável tentar trazer Albon para ser companheiro de Russell e colocar um destes jovens na equipa cliente Williams.
Falta Mick Schumacher, que mantém a função de piloto de reserva da Mercedes apesar de vir a competir pela Alpine no Campeonato do Mundo de Resistência. O piloto alemão ficou sem espaço na F1 quando a Haas optou pelo regressado Nico Hülkenberg e tem ainda a esperança de voltar à grelha da disciplina de monolugares. Disse várias vezes o mesmo, inclusive ao AutoSport quando testou em Portimão. Pode ser a hora de Mick Schumacher com a saída de Hamilton.
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