Elfyn Evans fez uma boa época de 2023, foi o ano em que obteve mais vitórias num só ano, três, foi a temporada em que somou mais pontos, lutou pelo campeonato até ao fim, mas mais uma vez, duas vezes com Sébastien Ogier, outra com Kalle Rovanpera, falta-lhe sempre alguma coisa, ou melhor, a explicação é mais simples, Ogier e Rovanpera são melhores, por isso ganharam-lhe.
Este ano, foi promovido a ‘capitão de equipa’, tem por isso ainda mais responsabilidades e desconfiamos que este vai ser o seu ano em que melhor se vai definir quem é Elfyn Evans: um bom piloto, muito fiável, que produz quase sempre nos seus limites, mas que não tem ‘aquele bocadinho’ que têm os campeões.
Este ano isso ficará provado, sendo que não conseguir chegar a campeão, não significa que não seja um grande piloto, porque o é. Um piloto que está perto de chegar ao top 20 de vitórias em ralis do WRC, ao lado de Ari Vatanen, Richard Burns e Timo Salonen nunca poderá ser considerado um piloto mediano.
O que vai tentar é não aumentar para quatro o número de vezes que foi vice-campeão. É o número 1, e tem que o assumir: “É sempre emocionante começar uma nova época, especialmente com o Rallye Monte-Carlo.
A época de 2023 foi uma boa progressão para nós que mostrou que estamos a ir na direção certa. É claro que queremos ainda mais em 2024, mas não vai ser fácil conseguir isso. Sabemos que a competição será dura como sempre, por isso, como equipa, estamos sempre a trabalhar para melhorar continuamente e estamos prontos para dar o nosso melhor nesta época. Com o Rallye Monte-Carlo a deslocar-se novamente para norte este ano, é muito mais provável que as condições invernais façam parte do desafio. Tivemos algumas condições complicadas no nosso teste pré-evento, o que nos proporcionou alguns bons treinos, mas este rali tem tudo a ver com a adaptação a quaisquer condições que enfrentemos durante o fim de semana”, disse Elfyn Evans.










