F1, James Allison: Mercedes “demorou demasiado tempo a perceber qual era o caminho a seguir”

Por a 17 Dezembro 2023 17:37

A Mercedes não conseguiu vencer qualquer corrida em 2023, algo que aconteceu pela primeira vez desde a vitória de Nico Rosberg em Xangai em 2012. Com uma entrada em falso no primeiro ano do novo ciclo regulamentar, onde apenas conquistou uma vitória, a Mercedes voltou a apostar no conceito do seu monolugar sem flancos, a ideia ‘zeropod’. 

James Allison não coloca tanto peso na falta de flancos do Mercedes na questão do fraco desempenho do carro deste ano, mas depois de ter voltado à função de diretor técnico, para substituir Mike Elliott, a “versão B” do W14 apostou num outro design para as restantes provas do calendário. 

A Mercedes surpreendeu no início de 2022 com um carro radicalmente diferente do resto da concorrência. Um monolugar praticamente sem flancos, numa opção revolucionária. Se em teoria esta configuração permitia ganhos impressionantes, na prática, isso não aconteceu. E a culpa foi do ‘porpoising’. O conceito adotado pelos ‘Flechas de Prata’ obrigava o carro a ter uma altura ao solo reduzida, mas o efeito oscilatório exigia exatamente o contrário, pelo que a época da Mercedes ficou comprometida.

Considerando que os maiores problemas neste aspeto já tinham sido resolvidas para 2023, o visual do carro não foi radicalmente diferente no início desta temporada, apesar de mudanças profundas em áreas-chave. “O nosso carro seguiu definitivamente um caminho, e diria que, desde a ponta do nariz até à traseira, não foi um rumo competitivo”, esclareceu Allison à Sky sobre este tema. “O aspeto mais percetível visualmente foram os nossos flancos, claro, mas não foi de forma alguma o fator decisivo [para a falta de competitividade]”.

O responsável da Mercedes assumiu que o tinha muitas questões para resolver e “foi isso que tivemos de aprender e com que tivemos de lidar. Demoramos mais tempo do que gostaríamos, mas os flancos são talvez emblemáticos de uma equipa que demorou demasiado tempo a perceber qual era o caminho a seguir, mas não foram de forma alguma a característica distintiva que selou o nosso destino”, concluiu.

Em fevereiro passado, antes do início da temporada, Toto Wolff realçava ser “importante ser ousado neste desporto e continuo orgulhoso das soluções que foram colocadas no carro no ano passado. O design do nosso flanco não é algo que acreditamos ter sido a razão fundamental do nosso fracasso”.

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