Mantas de aquecimento de pneus: De tema importante na F1, passou a secundário
A Fórmula 1 trabalha para ser cada vez mais sustentável e atingir a neutralidade carbónica em 2030 e uma das medidas que esteve em cima da mesa, sendo considerada muito importante para a disciplina, que tinha até sido adotada por outras competições e chegou até a ser testada pela Pirelli, foi a retirada das mantas de aquecimento dos pneus.
Apesar das experiências em pista com os carros atuais por parte do fornecedor exclusivo de pneus, era um tema que dividia. As equipas pequenas eram a favor da medida, as equipas maiores tentaram atrasar a transição e os pilotos levantam muitas dúvidas sobre as condições de segurança. Até que, na última reunião de 2023 da Comissão de F1, o foco virou-se para o desenvolvimento das borrachas do fornecedor exclusivo de pneus, colocando-se a ideia da retirada das mantas de aquecimento.
Em relação à mantas de aquecimento dos pneus e aos testes efetuados durante a corrente temporada com alocações alternativas de pneus, a Comissão de F1 concordou em novembro, em Abu Dhabi, que o desenvolvimento dos futuros pneus por parte da Pirelli, deve “centrar-se na redução dos problemas de sobreaquecimento e na melhoria da capacidade de corrida dos pneus, pelo que foi tomada a decisão de manter as mantas de aquecimento dos pneus para 2025 e suprimir os anexos relevantes dos regulamentos desportivos e técnicos que exigiam uma nova decisão a tomar em julho de 2024”.
O que isto quer dizer na prática? Basicamente, a Fórmula 1 esquece, pelo menos por agora, esta ideia e até fez desaparecer o exigido nos regulamentos, voltando a Pirelli, que se mantém como fornecedora de pneus na competição, a concentrar-se em desenvolver e fabricar pneus que apresentem menor degradação. Recordamos que a marca italiana já estuda a possibilidade de desenvolver um novo pneu que permita menos degradação, sem hipotecar as variações de estratégia.
Ainda na Comissão de F1, e na sequência do ensaio de uma Atribuição Alternativa (ATA) de pneus durante dois fins de semana na época de 2023, optou-se por manter os 13 jogos de pneus para piso seco como padrão para a época de 2024, “com as secções relevantes dos regulamentos relativas à ATA a serem eliminadas”. Assim, em 2024 os compostos de pneus serão iguais ao deste ano, revelou o fornecedor exclusivo da Fórmula 1 antes do teste em Abu Dhabi, confirmando ainda a saída do composto C0 das suas opções para a nova época.




