Lewis Hamilton disse recentemente que percebeu cedo que o W14 não seria um carro vencedor, uma vez que as mudanças pedidas depois do dececionante W13 em 2022 não se concretizaram. A equipa de Brackley apresentou um carro com o mesmo conceito e voltou a apresentar vários problemas, sem solução para conseguir o melhor desempenho em pista. Foi mais um carro para colocar à vista de todos, relembrando as dificuldades vividas esta temporada, mas depois das atualizações – a primeira vez que um Mercedes apresentou flancos neste ciclo regulamentar – a equipa crê que está próxima de resolver as suas maiores dificuldades para entrar com melhor em 2024.
A Mercedes tem no W15 – designação mais que provável do próximo monolugar – um desafio enorme. O carro tem de chegar à pista com os dois maiores problemas que a equipa não conseguiu resolver no W14: a falta de downforce na traseira e uma janela ótima de utilização mais alargada. Quer isto dizer, que não seja tão suscetível às mudanças de condições de pista, como foi o W14, permitindo aos pilotos e engenheiros terem mais espaço de manobra para encontrar uma configuração que permita um bom desempenho em corrida.
Em 2023, mesmo após o agressivo pacote de atualizações do W14, houve componentes testados em pista que não acrescentaram muito mais ao carro, apesar de se esperar que possa contribuir para um aumento do desempenho no próximo monolugar, construído segundo outro conceito. Será uma espécie de folha em branco – neste momento já não está em branco porque muito já foi produzido – que tentará apagar a imagem de uma temporada sem vitórias e com muitas dificuldades. Austin, onde Lewis Hamilton foi desclassificado após a corrida, e México foram os pontos altos da temporada.
Apesar de uma temporada falhada, sem dar um passo em frente e terminando o ano a pensar já em 2024, a Mercedes foi capaz de segurar o vice-campeonato na discussão com a Ferrari, que teve uma melhor reta final.
Nota AS: 6
Foto: Martin TRENKLER









