A evolução da McLaren desde o início da temporada para a segunda metade da temporada foi um dos destaques da temporada de 2023 da Fórmula 1. A estrutura de Woking progrediu na classificação de uma forma abrupta, o que abre boas perspectivas para 2024, não só para esta equipa como para outras que possam fazer o mesmo trabalho, pelo menos é assim que o diretor executivo da Fórmula 1, Stefano Domenicali vê o panorama para a próxima temporada.
Ainda nos primeiros dias deste mês, Esteban Ocon afirmava que o exemplo da McLaren pode ser seguido pela sua equipa para deixar o meio do pelotão e passar a lutar por pódios.
São afirmações que agora são replicadas por Domenicali, em declarações à Sky, que argumenta que o limite orçamental não restringe o potencial de evolução das equipas. “Para aqueles que dizem que com um limite orçamental não se pode desenvolver o carro, eu diria que a McLaren prova que isso não está certo”, disse o homem-forte da Fórmula 1. “Viram a qualificação [do último Grande Prémio de Abu Dhabi], 20 carros em menos de um segundo. Portanto, na qualificação, estamos muito, muito próximos. Claro que o ritmo de corrida é diferente. E penso que isso será a principal coisa que vamos ver diferente no próximo ano”.
Domenicali deu conta que tem a certeza que o “objetivo de todas as equipas” para a próxima temporada é “tentar mostrar o nível da sua engenharia, o nível da sua capacidade e a sua capacidade de melhorar”, sendo por isso, possível ver melhores desempenhos e uma menor diferença entre as equipas. “Há dois anos que são realmente cruciais, porque depois vamos ter uma mudança, talvez relacionada com o novo equilíbrio da unidade motriz, etc”, salientou o italiano em relação às temporadas de 2024 e 2025, uma vez que em 2026 entram em vigor novos regulamentos técnicos e para as unidades motrizes.
Stefano Domenicali sublinhou que “no que diz respeito ao aspeto desportivo, gostaria de dar os parabéns ao Max [Verstappen]. Foi algo impressionante em termos de maturidade, em termos de padrões para a Red Bull”, esperando que o domínio do neerlandês e da equipa de Milton Keynes possa incitar as outras equipas a querer batê-los.
Foto: Philippe NANCHINO/MPSA










