O Daniel Ricciardo que vimos no GP do México foi o piloto que todos conhecemos e adoramos, pois mostrou muito do que já vimos dele no passado e quando se sente confortável no carro, não há muitos na grelha que possam igualar a sua velocidade. Não é novidade para ninguém, só que não o víamos há longo tempo.
Esteve excelente na qualificação, batendo Sergio Perez, os dois pilotos da Mercedes e os dois da McLaren para ficar em quarto. Na corrida, não teve o ritmo necessário para manter a posição, mas se lhe tivessem oferecido o sétimo lugar quando aterrou na Cidade do México, saiu do avião, ele teria aceitado de imediato…
Foi um Daniel Ricciardo muito confiante que vimos no México no passado fim de semana. O australiano estava a participar apenas no seu quarto fim de semana de corridas do ano, devido ao seu período como reserva e depois da mão partida em Zandvoort, mas melhorou muito com a sua anterior corrida em Austin e estava ansioso por andar ainda melhor no Autódromo Hermanos Rodriguez. E cumpriu o prometido, com um impressionante quarto lugar na qualificação, apoiado por um sétimo lugar na corrida que poderia ter sido ainda melhor se não fosse o momento da bandeira vermelha. Foram os primeiros pontos de Ricciardo na temporada e o suficiente para fazer a AlphaTauri subir duas posições no campeonato de construtores.
Agora, o foco está em saber se foi um resultado isolado e um desempenho baseado na adaptação do carro ao circuito da Cidade do México, ou se Ricciardo está a voltar ao seu melhor com a equipa irmã da Red Bull. Nunca vimos todo o potencial de Yuki Tsunoda devido a uma penalização na grelha e depois ao contacto com Oscar Piastri, pelo que essa será uma das dinâmicas a ter em conta durante o fim de semana do Brasil.










