Logan Sargeant tem dado recente alguns sinais de ter potencial, mas a tendência é que tenham sido numa só volta e normalmente seguidos de um momento que ofusca as melhorias que o estreante tem vindo a fazer. Ou seja, quando ‘tenta’, mostra que a velocidade está lá, mas depois disso a maior probabilidade é fazer o que já fez várias vezes este ano: cometer um erro.
O chefe de equipa da Williams, James Vowles, quer ver Sargeant a fazer frente ao seu companheiro de equipa Alex Albon e, em Austin, foi o que aconteceu.
O piloto da Florida teve dificuldades na qualificação, mas esteve muito bem na corrida e acompanhou Albon durante a maior parte do percurso, cruzando a linha de meta a pouco mais de seis segundos do líder da Williams, uma diferença que foi reduzida para um segundo devido a uma penalização de tempo por infracções aos limites da pista.
Originalmente, os pilotos estavam em 11º e 12º na corrida, mas as desqualificações de Hamilton e Leclerc levaram ambos aos pontos, dando a Sargeant a sua primeira pontuação de sempre e a primeira de um piloto americano na F1 em 30 anos.
Mais importante ainda, mostrou porque é que pode ser importante ter dois carros mais próximos, mesmo que terminem fora dos dez primeiros, e que Sargeant pode fazer uma corrida assim, mesmo sob os holofotes de uma das suas corridas em casa.
Agora, o desafio é dar continuidade a esse desempenho com outra atuação consistente na Cidade do México. Se ele conseguir fazer isso, pode começar a fazer hesitar os responsáveis da Williams na formulação da ideia que certamente já têm sobre o piloto norte-americano. Sargeant ainda vai a tempo, mas as oportunidades são cada vez menos, e a porta de saída está a abrir-se cada vez mais, com alguns ‘stand by’ pelo meio, mas ainda vai a tempo de se ‘desviar’ dessa porta…











