A Fórmula 1 anunciou ontem que a Pirelli se manterá como fornecedora de pneus no próximo ciclo contratual, ficando de fora a candidatura da Bridgestone, que hoje reagiu em comunicado sobre o tema, garantindo que o reconhecimento da FIA e do Formula One Group (FOG) às tecnologias apresentadas reforçou o seu valor.
Ainda antes do anúncio oficial demos conta da hipótese, que foi avançada pela BBC, da confirmação acontecer pouco depois do Grande Prémio do Catar e do cenário avançado por algumas fontes ligadas ao processo, que este poderá ser o último contrato da Pirelli com a F1. Sobre isso, obviamente, nem uma palavra nos comunicados. Mas entende-se que a Bridgestone vai continuar a investir no desporto motorizado e a disciplina rainha é um alvo apetecível.
A Bridgestone, que celebra o 60.º aniversário das suas atividades no desporto automóvel em 2023, explicou no seu comunicado que “continua a apoiar o desporto automóvel premium global sustentável” e que a F1 “é a plataforma de desportos motorizados mais prestigiada do mundo” e que “tem vindo a estudar a F1 como uma das várias opções para apoiar a sua estratégia global”. Ao mesmo tempo, apenas confirma que “tem vindo a comunicar de forma sincera e contínua com a FIA e o FOG relativamente ao próximo período de concurso de pneus para a F1 e às iniciativas propostas de tecnologia avançada e inovadora e de sustentabilidade”.
Mas pode-se depreender mais das palavras de Shuichi Ishibashi, Membro do Conselho de Administração, Diretor Executivo e Diretor Executivo Representante da Bridgestone Corporation. “A Bridgestone anunciou que está a regressar à sua origem como fabricante de pneus e a reiniciar a sua jornada para os desportos motorizados mundiais no anúncio do seu plano ‘Motorsports 2023’ a 10 de março”, salienta o responsável, acrescentando que “embora a Bridgestone não possa apoiar a F1 desta vez, o processo recebeu um reconhecimento positivo da FIA e do FOG e reforçou o valor que está a ser criado pela tecnologia avançada e inovadora da Bridgestone, incluindo iniciativas de sustentabilidade em toda a cadeia de valor”.
Shuichi Ishibashi sublinhou que a empresa “continuará, apaixonadamente, a impulsionar a sua tecnologia e inovação através do laboratório móvel e do campo de provas que os desportos motorizados oferecem” e que continuam empenhados “inspirar entusiasmo e espalhar alegria no mundo da mobilidade” através do desporto motorizado.
Ainda é cedo para garantir uma candidatura ao próximo contrato, mas parece existir a vontade de regressar à Fórmula 1 por parte dos nipónicos.











