A Red Bull conquistou o 1-2 no final do Grande Prémio de Itália, depois de Max Verstappen saltar para a liderança do pelotão à volta 15, quando ultrapassou Carlos Sainz, que arrancou da pole position e aguentou os ataques do neerlandês até essa altura. Max Verstappen atingiu a marca de 10 triunfos consecutivos na temporada, dando continuidade ao seu domínio no mundial.
Numa corrida muito disputada por todo o pelotão, Sergio Pérez subiu ao pódio na segunda posição, depois de ultrapassar George Russell e os dois pilotos da Ferrari. Não foi fácil a corrida do piloto mexicano, tendo que suar para deixar Charles Leclerc e (especialmente este) Carlos Sainz para trás.
O piloto espanhol da Ferrari bem tentou manter o primeiro lugar, fez o mesmo com o segundo posto, mas terminou a prova caseira da sua equipa a lutar com Charles Leclerc pelo terceiro lugar e o seu 16º pódio da carreira.
Houve muitas lutas e apenas duas desistências. Yuki Tsunoda ainda antes da corrida começar, durante a volta de formação, sentiu problemas no seu AT04 e parou na reta antes da Parabolica, ficando de fora do GP de Itália. Esteban Ocon foi o segundo piloto a não terminar a corrida.
O filme da corrida
Muito diferente do cenário do fim de semana passado, o 74º Grande Prémio de Itália teve início com a maioria dos monolugares com pneus médios montados, exceto Lewis Hamilton, Kevin Magnussen e Valtteri Bottas com pneus duros.
Ainda na volta de formação, Yuki Tsunoda parou na reta oposta, antes da Parabolica, ficando de fora da corrida sem esta ainda ter começado. Foi necessária uma nova volta de formação, permanecendo o AlphaTauri AT04 durante esse período na mesma zona. Logo que os carros voltaram a ficar parados na grelha, foram informados que a partida ia ser adiada por 5 minutos e com menos uma volta para completar em corrida.
Depois de conquistar o primeiro lugar da grelha de partida na sessão de qualificação, Carlos Sainz manteve a liderança do pelotão após um bom arranque. Charles Leclerc ainda pressionou Max Verstappen para a travagem da curva 1, mas foi prontamente atacado por George Russell. O piloto britânico da Mercedes não conseguiu ultrapassar Leclerc, mas fez o suficiente para retirar a pressão do monegasco sobre o líder do campeonato.
Durante a segunda volta, Alexander Albon recuperou a sexta posição que Oscar Piastri tinha conquistado após o arranque. Quando o DRS ficou disponível para ser ativado, na volta 3, Max Verstappen e Charles Leclerc podiam utilizar esta ajuda, ao contrário de Sainz. Nessa altura, o piloto neerlandês informou o seu engenheiro de corrida que percebia que os pneus do Ferrari do espanhol já escorregavam em algumas curvas.
A primeira tentativa de ultrapassagem aconteceu na volta 5, com uma defesa agressiva por parte do piloto espanhol, que levou o RB19 quase à escapatória. Os três primeiros ficaram ainda mais juntos nas voltas seguintes, enquanto mais atrás, Sergio Pérez começava a pressionar George Russell para tentar alcançar o quarto posto da classificação e perseguir o Ferrari de Leclerc.
As atenções nas primeiras 11 das 51 voltas estavam focadas na luta pela liderança da corrida e também no quarto posto. Nessa altura, Pierre Gasly foi o primeiro piloto a parar para trocar os pneus médios pelos duros.
Na discussão pelo quarto lugar, Pérez e Russell seguiram pela escapatória no final da reta da meta, com o mexicano a sair à frente do britânico, devolvendo a posição logo a seguir.
Na volta quinze Max Verstappen voltou a atacar o líder da corrida no final da reta da meta, bloqueando os dois a travagem. Porém, o neerlandês ficou lado a lado na Curva Grande e tirou partido para a travagem da Variante della Roggia, passando a liderar o pelotão no GP de Itália. Na volta seguinte, foi a vez de Sergio Pérez deixar para trás George Russell e ascender ao quarto posto.
Sem conseguir acompanhar Max Verstappen, Carlos Sainz ficou com a companhia de Charles Leclerc, que avisava que os pneus traseiros do seu companheiro de equipa estavam muito degradados. Naquela altura, Leclerc ganhava terreno para Sainz e ambos para Pérez.
Um pouco mais atrás, tendo iniciado a corrida com pneus duros, Lewis Hamilton estava colado à traseira do McLaren MCL60 de Lando Norris, com pneus médios, depois de Alexander Albon já ter parado algumas voltas antes.
Na volta 20, Carlos Sainz foi o primeiro piloto da frente da classificação a parar, regressando à pista em nono com pneus duros. Também Russell parou e efetuou a troca de pneus, saíndo atrás do piloto espanhol da Ferrari. Na volta seguinte foi a vez de Max Verstappen e Charles Leclerc, que estava fortemente pressionado por Sergio Pérez, que herdou o primeiro posto da classificação, seguido de Oscar Piastri, Lando Norris e Lewis Hamilton, que ainda não tinham parado.
Após a saída de Leclerc da via das boxes, os dois pilotos da Ferrari ficaram lado a lado e passaram a discutir timidamente a posição. Quando Pérez trocou de pneus e regressou à pista, o mexicano surgiu na traseira dos dois Ferrari.
A meio da corrida, o líder era Max Verstappen, já depois das paragens dos primeiros classificados. Após esse momento, Sainz, Leclerc e Pérez estavam mais perto uns dos outros na luta pelos lugares do pódio. Entretanto, Russell foi penalizado por ganhar vantagem por passar fora da pista, metros depois de ter saído do pitlane e os dois pilotos da McLaren tiveram um toque na primeira chicane do traçado de Monza, também depois da saída do pitlane de Oscar Piastri.
Com a diferença cada vez mais curta entre Charles Leclerc e o seu perseguidor Sergio Pérez, o mexicano atacou fortemente o monegasco no final da reta da meta na volta 31, mas o piloto da Ferrari defendeu-se bem e com todas as armas que tinha à disposição. Ambos chegaram à Variante della Roggia quase lado a lado, mas Leclerc travou mais tarde e levou o piloto da Red Bull a passar com o pneu traseiro direito na relva. No entanto, na volta seguinte Pérez teve sucesso numa nova manobra, ainda a meio da reta da meta fazendo uso do DRS, depois de sair mais perto da traseira na Parabolica.
Carlos Sainz ficou em alerta depois da ultrapassagem de Pérez ao seu companheiro de equipa, mas Leclerc não desistiu de lutar pelo terceiro lugar da classificação, ficando em zona de DRS para tentar atacar o Red Bull, permitindo ao espanhol ganhar terreno mais confortável para o seu adversário.
Uma luta que ficava mais interessante era entre Lando Norris e Alexander Albon, que perseguia o piloto da Williams como podia pelo sexto lugar da classificação, mas o FW45 era muito rápido na reta da meta. Oscar Piastri assistia a tudo no oitavo posto, sem que Lewis Hamilton, no nono posto e depois de trocar os pneus duros por médios, conseguisse recuperar terreno para os pilotos da McLaren.
A primeira grande tentativa de Norris ultrapassar Albon ocorreu à entrada da volta 39, quando o britânico da McLaren se colocou lado a lado na travagem para a curva 1, mas teve de seguir pela escapatória sem espaço em pista para continuar a manobra.
À entrada para as últimas dez voltas, as lutas intensificaram-se. Pela segunda vez na corrida, Carlos Sainz tinha de se defender de um Red Bull, desta vez dos ataques volta a volta de Sergio Pérez. O piloto mexicano tentou de tudo, mas o piloto espanhol mostrava estar impecável na defesa da segunda posição. Charles Leclerc assistia a tudo, poucos metros atrás.
Outra luta espetacular deu-se entre Lewis Hamilton e Oscar Piastri. O piloto britânico conseguiu recuperar terreno para o piloto da McLaren, numa altura em que Albon segurava os dois pilotos da equipa de Woking. Hamilton tentou ultrapassar Piastri entre a Curva Grande e Variante della Roggia, mas tocou no MCL60, levando à passagem dos dois pela escapatória, com o carro do australiano com danos na asa dianteira, que o levou a parar logo depois na box para substituir componentes, enquanto Hamilton foi penalizado em 5 segundos pelo incidentes.
Pérez conseguiu ganhar vantagem a Sainz na Parabolica e conseguiu a manobra de ultrapassagem na volta 46. O piloto mexicano ganhou terreno para os dois Ferrari, que entraram os dois em discussão pelo terceiro posto e acesso ao pódio. Numa luta fratricida, Leclerc e Sainz estiveram por algumas vezes muito perto de se tocarem, com o espanhol a fazer tudo o que podia para manter a posição de pódio. Esta luta durou até ao final da corrida, com vantagem final para Sainz depois da equipa pedir a Leclerc que não arriscasse mais. Pressionado pela penalização que sofreu, Lewis Hamilton ultrapassou Lando Norris e Alexander Albon, conseguindo manter-se no sexto posto final, atrás de George Russell, depois de ganhar mais de 5 segundos de vantagem para o piloto da Williams.
Albon terminou no sétimo posto, festejando muito a sua conquista, conseguindo manter até ao final da corrida Lando Norris atrás de si. Foi notória a falta de capacidade do MCL60 ultrapassar o FW45 em reta. Assim, Norris foi o oitavo classificado, com Fernando Alonso, que quase nem se deu por ele na corrida, a ser o nono. Valtteri Bottas conquistou um ponto para a sua conta pessoal e da Alfa Romeo, após terminar a corrida italiana na décima posição.

Foto: Martin Trenkler











