Se há algo que já se percebeu, vai ter capital importância no desenrolar deste GP de Itália de Fórmula 1 será o cone de aspiração e os ‘comboios’ de DRS. Na qualificação voltou a confirmar-se que, quando os pilotos tinham um carro à sua frente encontraram aquele pequeno tempo de volta necessário em comparação com os que rodam sem ‘reboque’…
Mas o ‘slipstreaming’ ou cone de aspiração, também pode desempenhar um papel importante na corrida por várias razões. Um piloto isolado será mais vulnerável a ser ultrapassado, mas quando vários carros estão próximos, um “comboio DRS” pode formar-se se o carro da frente for suficientemente rápido em linha reta.
Foi o que se viu em Montreal no início deste ano, quando Alex Albon colocou o seu Williams em sétimo lugar e depois aguentou uma fila de carros que eram realmente mais rápidos em termos de ritmo global, mas Esteban Ocon atrás dele não tinha a velocidade máxima necessária para o ultrapassar. Isso pode suceder novamente.
Poder-se-ia pensar que isso significaria que Ocon seria ultrapassado por quem o seguisse, mas o facto de Ocon ter recebido DRS por estar tão próximo de Albon significava que ele também era demasiado rápido em linha reta para ser ultrapassado, e o mesmo acontecia com o carro seguinte na linha. No final, 4,4 segundos separaram sete carros na meta, como resultado.
Quando a ultrapassagem é possível entre dois carros numa batalha privada, se esta se mantiver renhida nas últimas voltas, será necessário definir o momento da ultrapassagem para garantir que não há hipótese de ser ultrapassado antes da linha de meta, o que pode suceder aqui em Monza.












