Charles Leclerc não chegou numa altura em que os carros de F1 eram leves. Já em 2018, quando o jovem monegasco se estreou pela Alfa Romeo, os carros eram pesados, tendo ficado ainda pior ao longo dos últimos anos. Lecerlc gostava de ver carros mais leves no futuro, depois de ter experienciado o Ferrari de 2003 em Abu Dhabi.
Lecelrc admitiu que não gosta de carros pesados e da falta de agilidade que isso implica, mas, ao mesmo tempo, reconhece que o apoio aerodinâmico dos carros atuais é tremendo:
“Cheguei em 2018 e os carros já eram bastante pesados”, disse Leclerc ao Motorsport.com. “Conduzi um carro de 2003 em Abu Dhabi com 50 quilos de combustível, e é possível sentir a diferença com o carro de hoje. Não gosto de carros pesados. Penso que para a agilidade do carro e também para as curvas a baixa velocidade, sente-se realmente o peso. Mas tenho de dizer que o que estamos a sentir a média e alta velocidade com o downforce que temos hoje é incrível em comparação com 12 ou 13 anos atrás, e isso é muito impressionante. Por isso, acho que é um equilíbrio. Não gostaria de ir mais longe do que o peso que temos atualmente, isso é certo. Mas o facto de sermos muito leves também compromete a aerodinâmica que temos, porque o carro é enorme e isso produz muito mais aerodinâmica do que há 12 anos.”
Leclerc explicou que os carros atuais são muito mais sensíveis e que esta nova filosofia está ainda a ser aprendida:
“Os carros são geridos de uma forma muito diferente em comparação com a última era”, explicou Leclerc. “Nos últimos 10 a 15 anos, os carros eram mais ou menos geridos da mesma forma. Agora é uma filosofia muito diferente. Para todas as equipas, ainda é uma filosofia bastante nova, porque só passou um ano e meio, por isso ainda há muita margem para melhorar. E estes carros também são muito mais sensíveis a todas as alterações que fazemos, e podemos passar de muito bons a muito maus, com uma alteração muito pequena. Portanto, isto torna as coisas um pouco mais imprevisíveis”.











