O futuro da Alpha Tauri está traçado. A equipa como a conhecemos atualmente vai deixar de existir. No entanto, a Red Bull irá manter a equipa secundária como porta de entrada para a F1. Depois dos rumores da possível venda, de uma deslocalização da equipa ou até mesmo dom fim da estrutura, o futuro da equipa de Faenza está já traçado.
O nome Alpha Tauri irá deixar de existir em 2024. Como parte da reestruturação da equipa, novos patrocinadores entrarão em cena e o nome irá ser mudado. Essa é uma das grandes alterações para a “equipa B” da Red Bull. Mas a mudança mais profunda será a mudança para Inglaterra. De forma a potencial a maior sinergia possível entre a Red Bull e a equipa secundária, o polo principal da equipa será recolocado perto das estruturas da Red Bull. Não é certo ainda se Faenza vai manter algumas valências, ou se vai perder completamente a equipa, mas é um golpe rude para a pequena localidade onde a equipa está sediada. Quanto à filosofia da equipa, o plano passa por aproveitar tudo o que é possível da Red Bull e fazer apenas o indispensável exigido pelo regulamento.
Em declarações ao jornal austríaco Kleine Zeitung, Helmut Marko explicou: “A AlphaTauri terá dois novos líderes, Laurent Mekies e Peter Bayer [o secretário-geral cessante da FIA], a partir de 2024. Haverá novos patrocinadores e também um novo nome. A orientação é clara: baseada na Red Bull Racing, na medida em que os regulamentos o permitam. As construções do tipo “faça você mesmo” são o caminho errado”.
Esta decisão vem numa época em que a Alpha Tauri se arrasta pelos últimos lugares da tabela. Depois de um 2020 e um 2021 positivos, a equipa tem vindo em queda livre e desde a morte de Dietrich Mateschitz que o futuro da equipa ficou em jogo. A Red Bull segurou a Alpha Tauri, mas vai mudar completamente a forma como a equipa trabalha. O último ano de Franz Tost à frente da equipa é o último ano desta filosofa.











Vai ser, ainda de forma mais assumida do que até agora, uma «Red Bull-B». A diferença mais significativa é a mudança para o Reino Unido. Mas pelo menos tem um mérito: como as dificuldades financeiras vão provavelmente desaparecer, a Red Bull pode apostar em pilotos da sua formação (L. Lawson, Iwasa, etc.) em lugar de recorrer a debris medíocres por precisar de pilotos pagantes.
A mudança mais significativa para mim, mais do que a mudança para Inglaterra de parte da estrutura, ficando a restante em Faenza na mesma, é mesmo voltarem a usar a fórmula de sucesso de aproveitar peças de anos anteriores usadas pela Red Bull Pelo que li há uns tempos largos eles tinham mudado de política a ver se davam um treino extra aos engenheiros da equipa secundária e os preparavam para um dia assumirem na principal. Nem tudo correu bem neste processo e voltaram à fórmula inicial. Com a tal deslocação para Inglaterra que refere onde estes elementos além das… Ler mais »
Não é uma questão de pilotos pagantes, mas sim de os “formandos” estarem prontos.
Concordo em género e número e aqui está uma grande lacuna nos regulamentos, e da qual a Red Bull é a única a poder tirar vantagens, com a sua equipa B!
Nao corresponde totalmente à realidade. Há equipas a poderem colocar o seu piloto de reserva ao volante das suas equipas cliente, por exemplo.
Não estou a falar de pilotos, mas dos “formandos” a que a Pity se refere, ou seja equipa técnica!
A pity nao se referia a isso, penso eu. Mas você está a falar do chefe de equipa da Williams?
Referia-me mesmo a pilotos.
Foi o que eu achei quando li o seu comentário.
No meu ponto de vista, isso é mais um passo para a Red Bull conseguir usar todo o potencial da Alpha Tauri a seu favor, ou seja, usar horas do túnel de vento, usar horas de computação e afins que eram destinados a Alpha Tauri, de forma a dar a volta ao teto orçamental e aos limites impostos pelo regulamento para ter vantagens sobre as outras equipas. Apenas alguém muito ingénuo pode acreditar que a Red Bull tem a Alpha Tauri apenas para treinar pilotos…
Assino por baixo. Esta baixa de forma da equipa B e subida da A aquando o limite financeiro é clara demonstração disso mesmo.
Sem ler o seu comentário antes, esse foi exatamente o meu pensamento enquanto lia o artigo. Lá diz o velho ditado e que aqui bem se aplica, a Red Bull “não dá ponto sem nó”.
Cabe agora aos adversários, manterem-se atentos e ver a evolução, mas certamente poderá haver segundas intenções com esta mudança.
O regulamento só permite o uso de peças anteriores. Percebo a ideia e porque a teve mas não dará para a meter em prática. É uma não questão a que coloca e na qual foi acompanhado por outros colegas foristas.
O orçamento também deveria ser uma não questão, e não parece ter sido suficiente para eles, na F1 contornar o regulamento é um dos pontos que estará sempre na frente, há que procurar lacunas na escrita e aproveitar!
Só o tempo dirá, qual a real intenção, eu quero acreditar que não serão segundas intenções, mas a ver vamos e nada que, como disse antes, o tempo não venha a revelar.
Concordo, mas há uma tendência muito grande em ver segundas intenções em tudo o que se refere à equipa de que não se gosta. Este caso não é único.
Sim, obviamente não é caso único. Todos nós o fazemos.
“A AlphaTauri terá dois novos líderes, Laurent Mekies e Peter Bayer [o secretário-geral cessante da FIA]” isto é que foi a mudança mais significativa…estão a ver como se ultrapassam limites orçamentais e vencem campeonatos nas últimas voltas?!…
“SHOW ME THE MONEY” 😉
Memória seletiva? E ter lá colocada uma ex assessora da direção de topo por parte de outra equipa já não levanta questões sobre se de facto foi a só a RB a ultrapassar o limite (com uma percentagem ínfima que não cobre sequer o desenvolvimento de um novo fundo como algumas equipas já mudaram este ano). Não há santos neste desporto, já dizia Sir Frank que a F1 é um negócio com duas horas de desporto por fim de semana. E se já o era na década de 80 e 90 do século passado imaginem agora com gestão americana.
A Renault e a Ferrari também já tiveram elementos vindos da FIA. O Mekies foi um deles. O da Renault tem um nome muito esquisito, terminado em “ky”, nunca fixei o nome.
Referi-me só a questões relacionadas com limites orçamentais que foi o que outro colega forista quis apontar… A dança de cadeiras equipas / FIA é tão comum que só causa surpresa a quem vê F1 desde 2013, parece-me.
Para todos aqueles que rápidamente falam da RB como aquela que utiliza outras equipas ou outros projectos para esconder custos, é bom lembrar que estão neste momento 3 equipas em investigação por poderem estar nessa situação: Mercedes (através do projecto do barco da INEOS, já para não falar do projecto do Campus para Brackley de 70 Mio), a Ferrari (com o projecto 499P – Le Mans) e a própria RB.
Totalmente verdade. Só faltou a referência à Mclaren (com as outras fórmulas) e Aston Martin (com os carros de estrada e membros afetos a isso).
É para evitar isso que o tecto orçamental deveria ser muito bem especificado. Não vai ser possível impedir que uma equipa esteja em várias frentes, como a McLaren, nem que desenvolvam carros de estrada, mas talvez possam impedir o “convívio” com a motonáutica 😀, mas vai ser sempre difícil evitar desvios, ou não estivéssemos a falar de F1.
A questão, de fundo, não é não poderem estar noutras frentes. É a forma como usam essas outras frentes para benefício da equipa de F1 e como forma de contornar o limite orçamental.
Mas sim, essa do barco da INEOS foi tão à escancarada, descarada e com tamanho sentido de impunidade que chega quase a ser cómico. Ainda por cima o desenho do barco é muito semelhante – e a forma como o ar flui nele – ao que acontece no carro da F1 agora surgido.