A Ferrari realizou uma corrida interessante a nível estratégico e somou pontos necessários para o campeonato de construtores. O mesmo não se pode dizer de algumas decisões na sessão de qualificação, onde Charles Leclerc voltou, pela segunda vez consecutiva, a ficar de fora da Q3, insatisfeito com a tática da equipa.
Apesar de uma boa corrida, em que os dois pilotos conseguiram subir posições na tabela classificativa, o SF-23 não foi capaz de imprimir o mesmo ritmo dos adversários da frente. Quando questionado pela Sky sobre a dificuldade da equipa italiana captar o interesse de engenheiros de renome na Fórmula 1, como têm vindo a fazer alguns adversários no Reino Unido, Frédéric Vasseur explicou que “não é a mesma situação”, acrescentando que “podemos mudar da Red Bull para a Mercedes e manter a mesma casa, manter os filhos na mesma escola, de sexta a segunda-feira, tudo é perfeito”, começando a trabalhar para a Ferrari, tudo se altera. Mudança de país, de cultura e nova escola para os filhos, algo que Adrian Newey confessou antes ter sido uma das razões para não ter trabalhado em Maranello.
No entanto, o chefe de equipa da Ferrari considera que não são precisos apenas engenheiros de renome, com muita experiência na disciplina. “Temos uma boa estrutura”, afirmou o francês. “Temos de reforçar a equipa e estamos no bom caminho. Não se trata apenas de grandes nomes nas grandes equipas de hoje. Somos cerca de 1000 [funcionários] e estou convencido de que o peso do grupo é muito mais importante do que o peso do indivíduo”, concluiu.










