Quem acompanha a Red Bull há algum tempo sabe que a equipa austríaca nunca deu preferência a carros com muito apoio aerodinâmico. Com Adrian Newey ao leme da direção técnica os carros da Red Bull sempre foram muito bons a curvar, perdendo alguma vantagem nas retas. Este ano, encontraram a solução para a falta de velocidade de ponta.
Muito se tem falado da vantagem que a Red Bull conseguiu com o DRS, ganhando muito mais nas retas do que a concorrência. É comum ver Max Verstappen e Sergio Pérez passarem pelos adversários nas retas como se engrenassem mais uma velocidade. Mas é quase isso que acontece. A Red Bull conseguiu diminuir o arrasto do carro de forma vincada, o que os torna imbatíveis em retas. Nas curvas, a qualidade do chassis (quer mecanicamente, quer ao nível da aerodinâmica) faz jus aos pergaminhos da equipa.
E quanto ganha a Red Bull? Karun Chandhok, comentador da Sky, teve acesso a alguns dados reveladores:
“É genial, não é?” disse Chandhok no Podcast Sky Sports F1. “Há 12 épocas que temos DRS e eles pensaram, ‘certo, temos de encontrar algo que nos dê uma vantagem incrível, por isso, mesmo que não nos qualifiquemos na primeira linha, não importa’. Mostraram-me alguns números de arrasto e, quando carregam no botão mágico [DRS], o Red Bull perde cerca de 24-25% do seu arrasto – foi o caso em Baku – enquanto a maioria dos outros perde cerca de 14-15%. Por isso, na maior parte das vezes, vão qualificar-se para a primeira linha, mas mesmo que não o façam, vão passar para a frente do pelotão.”
Num desporto de margens tão pequenas, um ganho de 10% é tremendo. Mais uma vez, a Red Bull encontrou um truque que torna o carro bom em traçados sinuosos com o DRS a compensar com uma redução de quase um quarto do arrasto normalmente criado.









