Era inevitável. Depois das saídas de pista que vimos na prova de Spa, em que os pilotos tiveram muitas dificuldades em aquecer os pneus, o ACO e a FIA permitiram o regresso das estufas de aquecimento de pneus para as 24h de Le Mans. Todos apontaram questões de segurança, numa altura em que a validade da medida (proibição do uso de aquecedores de pneus) foi posta em causa. Vimos vários carros a terem dificuldades em manterem-se em pista com pneus frios em Spa, onde se enfrentraram temperaturas mais baixas e numa prova como as 24h de Le Mans em que a variação de temperaturas é significativa, era uma medida que se impunha. Esta é apenas uma excessão para a prova francesa.
Numa declaração, o ACO disse que a medida permitirá que os pilotos “de todos os níveis de experiência” compitam “no ambiente mais seguro possível” na prova de 24 horas do próximo mês.
“O fabricante de pneus, equipas e pilotos ganharão tempo valioso para desenvolver uma melhor compreensão de como trazer pneus frios à temperatura para o restante da temporada 2023 do FIA WEC”, acrescentou o comunicado. “O regresso dos aquecedores de pneus será aplicado às três classes do FIA WEC para fins de consistência e equidade. Além disso, as estufas de aquecimento de pneus serão alimentados por combustível 100% sustentável do fornecedor exclusivo da FIA WEC, TotalEnergies. O abandono do aquecimento de pneus foi originalmente introduzido como parte de um roteiro de pneus do WEC a longo prazo, desenvolvido em consulta com os fabricantes de pneus, e tem estado a ser trabalhado nos últimos dois anos.”












