Feranando Alonso é um caso único na F1. Além de ter um talento tremendo ao volante, tem uma capacidade mental e uma inteligência digna de nota.
Todos ficaram espantados com a forma como Alonso foi capaz de se lembrar do caso de Silverstone na altura em que teve o acidente no último recomeço. Depois de ter levado um toque que lhe poderia roubar um pódio que estava quase garantido, Alonso teve a presença de espírito necessária para relembrar a sua equipa do que aconteceu em Silverstone no ano passado, em que um incidente na primeira curva obrigou ao regresso à ordem de grelha anterior, pois o pelotão ainda não tinha passado pela linha de que delimita o primeiro setor.
Esta inteligência de Alonso já tem sido frequentemente elogiada. Nos tempos do WEC, Alonso foi o único piloto da Toyota a filmar as paragens nas boxes e a propor alterações aos procedimentos. A força do espanhol está no seu enorme talento, que lhe permite ter espaço para pensar noutros pormenores. Não poucas vezes é ele que tentar influenciar a estratégia da equipa. Damon Hill, em tom de brincadeira, disse que Alonso devia ser advogado:
“Estávamos a dizer em tom de brincadeira que ele devia ser advogado. Eu queria que ele me defendesse numa acusação de homicídio”, gracejou Hill. “É aborrecido pilotar o carro, ele precisa de algo mais para fazer. Ele anda por aí a dizer: “Posso fazer a estratégia também? Dá-me mais informações’. Ele compreende as regras. Seria de esperar que alguém que está na Fórmula 1 há tanto tempo como ele e que teve todas as experiências tivesse aprendido alguma coisa, mas não se pode assumir automaticamente isso. Ele investiu nisto, ele compreende e sabe, como Michael Schumacher também Michael Schumacher compreendeu onde estavam as oportunidades, e aproveitou-as, e é o mesmo com Fernando. Ele tem de se tornar um chefe de equipa eventualmente, porque ele seria brilhante. Ele compreende este jogo”.










