Ainda há pouco estava a ver o vídeo do Late Show de Stephen Colbert a conversar com Daniel Riccardo, com o australiano a confessar que foi o Drive to Survive da Netflix que levou ao ‘boom’ da F1 nos EUA, e por inerência, um pouco por todo o mundo.
Nem nos seus melhores sonhos os homens da Liberty Media pensavam que em alguns anos a disciplina crescesse tanto, a todos os níveis, como o que está a suceder.
Uma das consequências disso, é que a relação custo-benefício da F1 melhorou muito e com ela o interesse de novos construtores. Audi e Ford estão garantidos, General Motors com a Cadillac está a caminho, mas sinceramente acho que este vai ser o teste perfeito ao teto orçamental, pois se olharmos para o passado da F1, o que vimos foi um grande ‘entra e sai’ de construtores. Entusiasmam-se com a chegada à F1, mas como é difícil ganhar – não podem ganhar todos – invariavelmente atiram com dinheiro para tentar resolver o problema que é conseguir vencer, e quando não conseguem, dão como desculpa os custos, e saem.
A fórmula encontrada para controlar os custos, em teoria é perfeita, mas não foi preciso muito tempo para as equipas esticarem a corda. Ao fim ao cabo a F1 é a procura dos limites, e aí também se inclui o dinheiro que se gasta.
Por isso é de extrema importância que este ‘espartilho’ se mantenha apertado, porque essa foi também uma parte da razão de mais construtores quererem vir para a F1.
Temos pela frente uma oportunidade histórica de ter, dentro de algum tempo, marcas fabulosas num ‘jogo’ muito mais nivelado, talvez o mais equilibrado que alguma vez existiu na F1. Não a estraguem, por favor.












