Os monolugares de Fórmula 1 da nova geração, resultado das alterações regulamentares, foram introduzidos apenas no ano passado, mas já se entrou na fase de desenvolvimento daquilo que serão os monolugares de 2026, responsabilidade da FIA e da F1. E uma ideia parece estar a ganhar força: a aerodinâmica ativa poderá ser um dos pontos fortes da próxima geração, que vai para a pista movida com novas unidades motrizes.
Ross Brawn tinha admitido no final do ano passado que o conceito de aerodinâmica ativa estava a ser pensado para a próxima era da Fórmula 1, mas questionava o facto de já existir o ‘Drag Reduction System’ (DRS). Em dezembro, Brawn dizia que “de momento, temos um sistema aproximado com o DRS, uma vez que DRS é aerodinâmica ativa. Mas será que se pode fazer algo muito mais significativo?”.
Passado pouco mais de um mês destas declarações, Pat Symonds, que cancelou a sua reforma, explicou na semana passada ao Motorsport.com que “não vamos deixar o DRS, porque há aerodinâmica ativa no carro de 2026. O DRS reduz o arrasto. O que sempre achei que devíamos fazer era ter um aumento de ‘downforce’. Porque o que faz o carro que está atrás? Sim, perde algum arrasto, mas o que realmente não lhe permite ser tão rápido é a perda de ‘downforce'”.
O engenheiro britânico salientou que o objetivo será “aumentar o nível de ‘downforce’ para onde deveria estar sem o carro da frente [no caso de carros a perseguirem para ultrapassar]”, permitindo melhores corridas. Symonds terminou este assunto, afirmando que “muitas pessoas criticam o DRS, e esse foi o problema com o DRS, pode fazer com que uma ultrapassagem seja demasiadamente fácil. Em contrapartida, quando não se tem, como foi na corrida em Imola quando a FIA esteve muito relutante em ativar o DRS, as corridas podem tornar-se monótonas. É uma questão de equilíbrio”, concluiu.











