Recentemente a FIA anunciou duas novidades nos regulamentos que são, no mínimo, discutíveis. Ambas limitam o discurso dos intervenientes. No Campeonato do Mundo de Resistência (WEC), os fabricantes de Hypercars ficaram proibidos de discutirem publicamente o ‘Balance of Performance’. Depois desta regra, surgiu a alteração ao Código Desportivo Internacional da FIA, que proíbe “a elaboração e exibição de declarações ou comentários políticos, religiosos e pessoais, nomeadamente em violação do princípio geral de neutralidade promovido pela FIA ao abrigo dos seus Estatutos, a menos que previamente aprovado por escrito pela FIA para Competições Internacionais, ou pela Autoridade Desportiva Nacional relevante para as Competições Nacionais dentro da sua jurisdição. O não cumprimento das instruções da FIA relativamente à nomeação e participação de pessoas durante as cerimónias oficiais em qualquer competição a contar para um Campeonato da FIA” será agora considerado uma violação dos regulamentos.
No entanto, a estrutura da Maserati na Fórmula E está disposta a desafiar estas alterações ao Código Desportivo Internacional, apoiando a comunidade LGBTQ+ mantendo as cores da ‘Bandeira Arco-Íris’ nos seus monolugares.
O responsável da equipa após a reestruturação da Venturi para Maserati MSG Racing, James Rossiter, diz que a equipa continuará a defender os mesmos valores como fez no passado. “Penso que da perspetiva da equipa, obviamente que nos mantivemos alinhados com isso”, disse Rossiter. “Celebramos e tencionamos celebrar novamente o mês do orgulho [em junho] este ano. E a nossa equipa tem valores muito fortes. Vamos fazê-lo corretamente para defender aquilo em que acreditamos e garantir que utilizamos a nossa plataforma, única a nível base global, para partilhar a nossa voz e as nossas opiniões”, concluiu.
Foto: Sam Bloxham













