René Arnoux foi piloto da Ferrari e aos 74 anos ainda se considera parte integrante da Scuderia, ao ponto de discutir este tema na primeira pessoa do plural, aponta o jornalista Mario Salvini do La Gazzetta dello Sport, que entrevistou o antigo piloto de Fórmula 1 recentemente.
Arnoux disse ter ficado “bastante triste ao ver uma Ferrari muito competitiva deixar o campeonato escapar”, referindo-se ao facto da equipa italiana não ter conseguido manter-se na discussão do título mundial em 2022 depois de ter iniciado da melhor forma a época. Para Arnoux, o principal responsável pela falta de títulos da Ferrari foi Mattia Binotto, que foi substituído após o final de temporada por Frédéric Vasseur.
“Os erros que cometeu, para mim, na Fórmula 1 são imperdoáveis”, disse Arnoux sobre o antigo chefe de equipa da Ferrari. “Nunca estive do lado de Binotto. Alguém que diz ‘Será melhor no próximo ano, será melhor no próximo ano’, não merece esse lugar”. Binotto deveria ter sido substituído “há vários anos”, disse ainda Arnoux, “já o disse várias vezes. Um comportamento como o dele é intolerável quando se está ao leme da melhor equipa do mundo”. O antigo piloto da equipa italiana, que ainda passou pela Renault e Ligier, por exemplo, admitiu que “pode-se ou não gostar de Jean Todt, mas nunca teria dito: ‘Será melhor no próximo ano’. Ganhou, e quando ganhou, pensou no próximo ano, mas há poucos Todt e Ron Dennis”.
Apesar de dizer que não conhece Vasseur, o homem que estará à frente da equipa italiana, René Arnoux advertiu o sucessor de Binotto, que “foi bom na Alfa”, salientando o facto da Ferrari ser um desafio diferente, muito maior do que o enfrentado até agora pelo francês.











