Dakar, Stéphane Peterhansel: estreia foi em… 1988! 35 anos depois ainda corre ao mais alto nível
Ninguém tem um palmarés sequer semelhante a Stéphane Peterhansel, ou Mr. Dakar se preferir, na prova que nasceu em África. O francês persegue o seu 15º triunfo, agora aos comandos da segunda versão do Audi RS Q e-tron, agora, E2. 14 vitórias no Dakar. Seis nas motos, oito nos carros, a primeira participação foi em… 1988! 35 anos depois ainda cá anda a correr ao mais alto nível.
Tudo começou na adolescência como campeão de skate, e nessa altura Peterhansel já estava deslumbrado com as imagens que via do Dakar na década de 1980.
Na altura, Cyril Neveu e Hubert Auriol estavam davam cartas nas dunas do Saara. Mas nunca imaginou que, 40 anos mais tarde, teria acumulado 14 títulos e embarcado num desafio tecnológico totalmente diferente.
Depressa começou a vencer no TT e ganhou o seu primeiro Dakar em 1991. Depois, seis vitórias em oito anos a bordo de uma Yamaha. As qualidades que tinha desenvolvido nas motos foram rapidamente aproveitadas quando mudou para os autos: 7º na sua primeira participação em 1999, terminou em 2º lugar no ano seguinte. Em 2004, juntou-se a Hubert Auriol como o segundo piloto na história do Dakar a vencer em duas e quatro rodas.
A continuação da saga ‘Mitsubishi’ resultou em triunfos em 2005 e 2007. Após a retirada do construtor japonês, Peterhansel foi para a X-Raid, mas só em 2012 é que ganhou o seu 10º Rali Dakar. Não satisfeito, ‘Mr. Dakar’ voltou a vencer em 2013. Um novo desafio surgiu em 2015 com o regresso da Peugeot ao Dakar, e em 2016, o francês fez o leão rugir pela primeira vez desde o sucesso de Ari Vatanen com o 405.
A série prosseguiu com o 3008 DKR, obtendo um 13º triunfo após um intenso duelo final com o companheiro de equipa Sébastien Loeb. Em Janeiro de 2021, tornou-se o único concorrente a ter vencido em África, América do Sul e agora na Ásia. A coleção poderia ter levado o veterano mais rápido do planeta a ‘reformar-se’.
Mas a Audi ofereceu-lhe um dos desafios mais atrativos da sua carreira: participar na conceção e desenvolvimento do primeiro veículo elétrico capaz de ganhar o Dakar. Para a sua estreia na competição, o RS Q e-tron provou ser competitivo, ganhando quatro etapas, incluindo uma de Peterhansel que aumentou o total da sua carreira para 82, apesar de ter terminado a anos-luz das suas expectativas (59º).
Após um ano de desenvolvimento do protótipo Audi, Peterhansel será, como foi o caso nas duas últimas edições, acompanhado por Edouard Boulanger: “Em janeiro passado, vimos que tínhamos um grande potencial. A partir deste ponto, o objetivo é a vitória, tornar-me no primeiro piloto a ganhar num carro com motores elétricos. Fizemos um bom trabalho, e acredito que o carro pode vencer, mas sabemos que o Dakar nunca é fácil. Pode-se ter o melhor carro, mas se o piloto e o navegador não estiverem no pico da forma durante todo o rali, não será um sucesso. Em qualquer caso, o carro progrediu na direção certa, e nós tentámos tornar tudo mais fiável” começou por dizer Peterhansel que quanto ao novo carro, que está agora mais leve e eficiente devido a ter sido remodelado nas suas formas e dimensões. O carro é agora mais ágil e em aceleração responde muito melhor. Tudo somado, consome menos energia, pelo que este ano podem gerir menos, o que tinham de fazer para deixar ‘descansar’ o sistema de carregamento da bateria.
Portanto, se tudo o que está no papel for assim na realidade e se não houver tantos contratempos mecânicos como em 2022, então a Audi pode perfeitamente vencer este Dakar.
PALMARÉS
2022 : 59º
2021 : vitória
2020 : 3º
2019 : Abandono
2018 : 4º
2017 : vitória
2016 : vitória
2015 : 11º
2014 : 2º
2013 : vitória
2012 : vitória
2011 : 4º
2010 : 4º
2009 : Abandono
2007 : vitória
2006 : 4º
2005 : vitória
2004 : vitória
2003 : 3º
2002 : Abandono
2001 : 12º
2000 : 2º
1999 : 7º
En moto
1998 : vitória
1997 : vitória
1996 : Abandono
1995 : vitória
1993 : vitória
1992 : vitória
1991 : vitória
1990 : Abandono
1989 : 4º
1988 : 18º
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