O Chefe da Ferrari, Mattia Binotto, que está a dias de sair oficialmente do cargo, revelou qual foi o momento ‘mais difícil’ da sua carreira na F1: Binotto presta homenagem ao ‘espantoso’ Sebastian Vettel pelo seu esforço em pista e personalidade fora dela, ao longo da sua carreira, admitindo ao mesmo tempo que a opção de não renovar o contrato do alemão na equipa foi “a tarefa mais difícil” que enfrentou na F1.
Vettel juntou-se à Ferrari, vindo da Red Bull como quatro vezes campeão mundial, em 2015 com o objectivo de devolver à Scuderia os caminhos da vitória, mas apesar de uma série de vitórias, e de lutas pelo título em 2017 e 2018, a sua presença na equipa acabou por ficar aquém das expectativas.
Foi antes da temporada 2020, afetada pela covid 19, que Binotto – que assumiu o papel de chefe de equipa em 2019 – decidiu refrescar o duo de pilotos da Ferrari, substituindo a Vettel para 2021 por Carlos Sainz como companheiro de equipa por Charles Leclerc, que já estava em Maranello.
Binotto, falando antes da ‘reforma’ de Vettel da F1, explicou como tomar a decisão e dar a notícia a uma pessoa que “amava”, foram dos momentos mais desafiantes da sua carreira.
“Primeiro, Sebastian (Vettel) é um grande, grande piloto, e não me parece que seja eu a dizê-lo, é realmente o que ele conseguiu – fantástico, notável, espantoso”, disse Binotto, que deixará ele próprio a Ferrari no final do ano depois de entregar a sua demissão.
“Como Ferrari, tivemos a sorte de o ter na equipa e já se passaram seis anos importantes.
Ele trouxe muito como piloto, mas mais do que isso, penso que trouxe muito como pessoa, e cada um dos fãs da Ferrari ainda ama o Sebastian. Penso que é uma questão de facto, como cada um dos fãs ainda ama a Ferrari, penso que nós na Ferrari, todas as pessoas na Ferrari, ainda o amamos, é isso que sentimos. [Foi] difícil para mim, chegando ao fim, de alguma forma, anunciar-lhe que não iríamos renovar. Essa talvez tenha sido a tarefa mais difícil que eu próprio tive ao longo da minha carreira. Quando se ama uma pessoa assim e se gosta realmente de trabalhar com ela, é sempre difícil chegar ao fim.
Penso que foi também um momento importante para a minha própria carreira, porque a partir daí… através das dificuldades, fica-se mais forte. Mas é aquele que recordo como o mais difícil”.
Questionado sobre os comentários de Vettel que ele “falhou” na Ferrari porque não acrescentou aos campeonatos anteriormente alcançados com a Red Bull, o italiano nascido na Suíça salientou que se tratava de um esforço colectivo: “quando ele se juntou à Ferrari, era ambicioso, o seu objectivo era ganhar o título com a Ferrari, e era também o nosso sonho e o nosso objectivo”, acrescentou Binotto.
Foi um fracasso para ele, mas foi também um fracasso como equipa. Ele esteve muito próximo, ou o mais próximo que esteve foi ’17 e ’18, por isso tivemos algumas oportunidades. Não o conseguimos e penso que quando o objectivo final é concretizá-lo, se não o conseguimos, é um fracasso”.










