A Alfa Romeo recordou-nos a Force India de anos passados. Antes de ser comprada por Lawrence Stroll, a Force India conseguiu ter bons desempenhos com muito pouco, aproveitando o início de época e um monolugar bem “nascido” para somar pontos que colocassem a equipa na luta pelo meio do pelotão. O que aconteceu na Alfa Romeo este ano.
A equipa soube aproveitar as mudanças no regulamento e apresentou o mais leve monolugar da grelha da Fórmula 1, que resultou em 51 dos 55 pontos desta época fossem conquistados nas primeiras 9 provas. A ajudar, um piloto experiente, capaz de terminar corridas dentro dos pontos – Valtteri Bottas – enquanto o estreante Zhou Guanyu ia fazendo a sua caminhada na F1. No entanto, o C42 teve muitos problemas de fiabilidade, logo demonstrados nos testes de pré-temporada, não permitindo melhores resultados.
A vantagem da Alfa Romeo, em termos de peso do monolugar, começou a ser cada vez menos conforme as equipas adversárias foram apresentando as suas atualizações, que se centraram muito nesse aspecto, e com isso perderam fulgor. Bastante, até. Terminaram em igualdade pontual com a Aston Martin, que fez uma caminhada ao contrário dos suíços, contando o quinto posto de Bottas no Grande Prémio de Emilia-Romagna como desempate entre as duas equipas.
Ao nível da dupla de pilotos, a Alfa Romeo esteve bem representada e se Bottas era uma aposta segura, o estreante Zhou deu boa conta de si, levando a estrutura a apostar novamente no piloto chinês para a próxima época.
Nota: 6 (de 0 a 10)
Ponto forte – Início de época em alta e boa dupla de pilotos
Ponto fraco – Fiabilidade do monolugar










