Tivemos uma grande corrida Sprint! A melhor? Provavelmente. Tivemos a F1 concentrada e servida com um toque picante. Uma corrida que nos deu motivos para ficarmos agarrados ao sofá de início ao fim, quase sem tempo para respirar.
George Russell foi o vencedor. Apesar de estar a passar por uma fase menos boa, Russell mostrou o que pode ser no futuro. Um piloto inteligente, que sabe esperar pelo momento certo, que gere a corrida de forma cerebral e é agressivo mas sem exagerar. Aguentou o andamento no começo da prova e mimou os pneus macios, para depois desferir o ataque que se revelou irresistível. A grande luta com Max Verstappen foi um regalo, com respeito e agressividade em doses generosas. Assim vale a pena ver a F1. Russell venceu merecidamente e ao seu lado no “pódio” teve Carlos Sainz.
O espanhol fez uma boa recuperação e conseguiu subir até ao segundo posto, despachando Verstappen, numa luta ainda mais acesa do que a com Russell. O espanhol teve de encostar-se ao #1, mas passou. Minimizou o prejuízo da penalização de amanhã por troca de elementos na unidade motriz e mostrou grande andamento, ao contrário de Charles Leclerc, que passou ao lado da corrida. Sem chama, sem ritmo, subiu apenas até ao sexto posto. Problemas no seu carro? Desmotivação? Algo se passou hoje para Leclerc não conseguir chegar mais depressa perto do top 5.
Lewis Hamilton pôde treinar um pouco mais o seu português com o terceiro lugar, para gáudio das bancadas. Boa corrida do britânico que conseguiu com este resultado o segundo lugar da grelha (já contando com a penalização de Sainz). Em Interlagos, Hamilton consegue sempre algo mais.
Max Verstappen não teve a melhor das tarde. Ele que já admitiu que não gosta das Sprint, tem mais motivos para não gostar. Parecia uma vitória fácil a caminho, mas quando Russell passou para a frente, o ritmo eclipsou-se e Verstappen não conseguiu reagir. Acabou em quarto, o que não é mau, mas a forma como perdeu andamento dificilmente se pode explicar apenas pela diferença de valia dos compostos, olhando à degradação no TL2. Sergio Pérez fez uma boa recuperação e o quinto (que dá quarto amanhã) é um bom resultado.
Lando Norris não teve uma tarde fácil. Avisou que os outros carros iam passar por si facilmente e foi isso que aconteceu. Sem argumentos, foi aguentando como pôde. Kevin Magnussen merece mais um prémio. Depois da pole histórica, mais um ponto para a Haas e mais uma bela exibição. Magnussen merecia um carro melhor.
Sebastian Vettel com o nono posto tem motivos para ficar contente. Mais uma bela prestação e um susto depois de uma manobra ridícula do seu colega que quase o atirou para fora de pista. Lance Stroll não pode fazer isto, algo em que já é reincidente. Pierre Gasly não conseguiu segurar Vettel no final, mas ainda coube no top 10. Daniel Ricciardo recuperou algumas posições, mas está ainda longe do colega de equipa, Mick Schumacher fez uma boa corrida e mostrou que não se esqueceu de como pilotar e ser rápido, os Alfa Romeo fizeram uma corrida discreta, mas recuperaram alguns lugares, numa operação positiva. Nota negativa para a Alpine, com Fernando Alonso a ficar com a corrida estragada com a luta com Esteban Ocon, que acabou com o carro em chamas, em mais um problema da unidade motriz. Nicholas Latifi fechou novamente o baile, com Albon a não conseguir capitalizar o bom resultado da qualificação de ontem com uma desistência por problemas técnicos.














