Adrian Newey já conquistou o seu lugar nos livros de história da F1. Considerado por alguns o maior génio da F1 e considerado por todos um dos maiores desenhadores de monolugares da história da competição, Newey passou por anos difíceis antes de regressar ao sucesso.
Newey é um nome incontornável da F1. O diretor técnico da Red Bull é um dos pilares do sucesso da equipa e um dos rostos do triunvirato que lidera a estrutura. A história de Newey já é longa e conta já com 13 carros que venceram títulos (11 títulos de construtores e 12 títulos de pilotos). Williams, McLaren e Red Bull foram as três equipas que mais lucraram com o trabalho do genial britânico, uma das estrelas da F1 e pago em conformidade, recebendo à volta de 10 milhões de dólares por ano.
Newey é tão importante para a Red Bull que as suas outras paixões são alimentadas, de forma a não perder a vontade de trabalhar para a estrutura. Desde veleiros de competição a carros de estrada, o génio de Newey não para. A Red Bull quer manter Newey à força toda e entende-se porque, com o RB18 a ser o mais recente exemplo do que Newey e a sua equipa são capazes de fazer. Mas o britânico de 63 anos admitiu que os anos que antecederam os títulos de 2021 e 2020 foram penosos. Apesar do bom trabalho feito, a falta de uma unidade motriz competitiva desvalorizou o trabalho desenvolvido, o que motivou alguma desmotivação:
“Tivemos a sorte de ter uma boa série desde 2009 até 2013”, recorda Newey. “Mas no final de 2013, eu estava honestamente a sentir-me um pouco cansado. E depois, com a mudança dos V8 para os híbridos, o nosso parceiro de motores durante esses anos [Renault] nunca foi realmente capaz de fornecer uma unidade competitiva. Penso que entre 2014 e 2020, houve duas ou três ocasiões em que tivemos realmente o melhor chassis, mas não tínhamos um carro que pudesse ganhar um campeonato como um pacote global. Isso torna-se um pouco desmotivante – percebendo que por melhor que seja o seu chassis, ainda não pode ganhar o campeonato”.
O segredo estava na Honda. O plano que Ron Dennis pensou para a McLaren foi aproveitado pela Red Bull, que teve a paciência e o tato certo para os japoneses, que conseguiram cinco anos depois do seu regresso à F1 criar uma unidade motriz capaz de fazer a Red Bull lutar pelo título. Terão sido cinco anos muito tempo? Não. A McLaren disse que precisava de cinco anos para regressar ao topo quando operou a última reestruturação em 2018, a Alpine disse o mesmo em 2020 quando o projeto francês foi novamente revisto. A Honda precisava apenas de tempo e de alguma ajuda, oferecida de forma correta. A McLaren não o fez, a Red Bull aproveitou e foram lançados os alicerces para uma nova era, que já muitos temem que possa ser de novo domínio da Red Bull. E com razão. A Honda é agora competitiva e Newey foi dos poucos a entender à primeira esta nova regulamentação. Quem tem Newey está inevitavelmente mais próximo do sucesso.












