O GP do México não foi tão quente quanto o ambiente festivo das bancadas do Autódromo Hermanos Rodriguez, mas deu-nos uma boa história para contar. Uma corrida que foi decidida pela estratégia e pelo desgaste dos pneus. Os pneus médios apresentaram uma durabilidade interessante, os macios ainda mais e os duros, que não estavam teoricamente nos planos, acabaram por desempenhar um papel fundamental. Esperava-se uma corrida de duas paragens, mas a maioria das equipas apostou apenas numa paragem, o que baralhou as contas. Verstappen agarrou a liderança logo no arranque, mas Lewis Hamilton tratou de se instalar no segundo posto pressionando o seu adversário. A estratégia usada pela Red Bull e a Mercedes foi completamente diferente, mas no final o resultado foi o mesmo. Verstappen venceu a corrida, em mais uma demonstração do domínio da Red Bull. A Mercedes tentou uma jogada diferente, colocando pneus médios e depois duros nos seus carros, mas a Red Bull com a estratégia macios / médios levou a melhor. No final, a Red Bull conseguiu colocar dois carros no pódio com Verstappen em primeiro e Pérez em terceiro, com Hamilton no segundo posto.
George Russell perdeu muito no arranque e com isso a sua corrida ficou comprometida. Acabou em quarto, à frente dos Ferrari. Carlos Sainz foi quinto e Charles Leclerc foi sexto, numa corrida completamente falhada por parte da Scuderia que não teve andamento para se aproximar dos homens da frente.
Daniel Ricciardo foi penalizado com dez segundos por uma manobra a Yuki Tsunoda e rodava em sétimo quando cruzou a linha de meta e conseguiu manter o lugar, com Esteban Ocon em oitavo, o único representante da Alpine depois de mais uma desistência de Fernando Alonso, depois de mais uma excelente prova até a desistência. Lando Norris ficou em oitavo, que após ter andando em 15º a meio da corrida, conseguiu recuperar e Valtteri Bottas conseguiu aguentar-se no top 10, apesar de ter largado de sexto (mais um mau arranque).
Max Verstappen conseguiu quebrar o recorde de vitórias numa época e agora é o piloto com mais vitórias numa temporada, com 14, suplantando Vettel e Michael Schumacher.










