O GP de Singapura foi longo, exigente, extenuante e recheado de motivos de interesse. Escolhemos os cinco melhores desempenhos no traçado citadino de Singapura que viu Sergio Pérez conquistar a segunda vitória do ano.
Sergio Pérez
O piloto mexicano rubricou talvez a sua melhor exibição de sempre na F1. Agarrou o primeiro lugar na largada e nunca mais deixou a liderança da corrida. Dominou como quis, aguentou a pressão de Charles Leclerc, respondendo a cada ataque do monegasco e quando foi preciso afastar-se, aumentou o ritmo o que lhe valeu uma vantagem final de sete segundos, garantido a vitória, mesmo após a penalização de cinco segundos por infração no procedimento de Safety Car. Uma exibição de luxo, numa fase em que parece estar a melhorar, após várias corridas à procura do melhor compromisso no seu carro.
McLaren
Uma excelente operação da McLaren em Singapura. Uma corrida muito bem gerida, com paciência e sangue frio. A estratégia foi muito bem gizada e a execução foi praticamente perfeita, esperando pela melhor altura para parar. A equipa tentou pescar um Safety Car, o que acaba sempre por acontecer em Singapura, e este veio no timing certo. Norris esteve igual a si mesmo, dando bom uso dos upgrades e Daniel Ricciardo fez a primeira boa exibição do ano. Já não vai a tempo de salvar o seu lugar na equipa, mas pode mostrar que não está “acabado”.
Aston Martin
Excelente corrida da Aston Martin que conseguiu numa corrida ultrapassar a Alpha Tauri e a Haas, afastando-se definitivamente do penúltimo lugar da classificação, com a Williams isolada no último lugar. Os 12 pontos conquistados foram um balão de oxigênio conquistados numa prova onde Sebastian Vettel se dá bem e em condições que costumam favorecer Lance Stroll. Uma corrida muito bem gerida e executada pelos pilotos e uma dose extra de motivação para a equipa enfrentar as últimas corridas e, quem sabe, garantir o sétimo lugar, o que seria um prémio de consolação interessante para a estrutura.
Pierre Gasly
Pierre Gasly estava a ter uma boa corrida, depois de uma qualificação interessante em que conquistou o sétimo posto. Em luta com os Aston Martin e Lando Norris, aguentou-se firmemente no top 10 até que a equipa o mandou colocar os pneus médios e a partir daí a tarde complicou-se para o francês que, ainda assim, se conseguiu manter no top 10. Fica no ar a sensação que podia ter conseguido algo mais, não fosse a estratégia mal calculada da equipa, mas foi um dos melhores ainda assim.
Fernando Alonso
Não foi a corrida ideal para festejar 350 GP na F1, mas fica o nosso destaque para um dos melhores de sempre, aliando qualidade a longevidade, mesmo com uma pausa de dois anos pelo meio. Alonso nunca será consensual, sendo motivo de muitos ódios e algumas paixões. Mas a sua qualidade ao volante de um F1 nunca poderá ser colocada em causa e é isso que pretendemos enaltecer. Como disse uma lenda do futebol, Alonso será sempre branco ou preto, cinzento nunca. A F1 precisa de pilotos com este caráter e acima de tudo com esta qualidade e talento. Não foi a festa ideal, mas 350 GP só está ao alcance dos melhores.
Foto: Philippe Nanchinno











