Henrique Chaves estava consciente de que não teria um fim-de-semana fácil na terceira ronda do European Le Mans Series, que se realiza em Monza, e a qualificação confirmou as suas suspeitas.
O português chegou ao histórico circuito italiano no comando do campeonato, ex-áqueo, e esperava contrariedades, uma vez que o novo BoP da competição roubava performance aos Aston Martin Vantage AMR e, em cima disso, reduzia também a capacidade do seu depósito de combustível, o que tem também um impacto negativo estrategicamente.
Para além disto, o lastro de sucesso penalizou os pilotos da TF Sport, com 15 quilogramas extra no carro inglês, o que poderá provocar um maior desgaste dos pneus, devido ao segundo lugar em Imola e à liderança do campeonato.
A qualificação acabou por ser um reflexo deste cenário e John Hartshorne acabou por ficar com o décimo segundo lugar entre os GTE Am, um resultado não facilita a vida do trio do carro número 95, do qual faz ainda parte Jonathan Adam. “Já sabíamos que não teríamos uma vida fácil em Monza devido ao BoP e ao lastro extra que tivemos de colocar no carro. O John fez o que podia, nestas condições seria muito complicado para ele fazer melhor, mas a corrida é amanhã e vamos ver o que podemos fazer”, afirmou Henrique Chaves
A prova de amanhã apresenta-se, igualmente, um desafio difícil de superar, mas com uma extensão de quatro horas, poderão surgir oportunidades. “Vamos ter de estar no nosso melhor a todos os níveis. Não temos performance e também estaremos condicionados estrategicamente, portanto, tudo tem de correr na perfeição. Teremos de aproveitar todas as oportunidades com que nos depararmos para jogarmos estrategicamente e poder conseguir o melhor resultado possível. Esta vai ser uma corrida para limitar danos e vamos dar o nosso melhor”, concretizou o piloto de Torres Vedras.












