Lewis Hamilton terminou a corrida do GP do Azerbaijão com muitas dores nas costas, algo que se queixou durante todo o fim de semana. As dores fortes, que levou Toto Wolff a levantar a hipótese do piloto não estar em condições físicas para o GP do Canadá deste fim de semana, foram causadas pelo efeito oscilatório extremo que os Mercedes W13 sentiam na longa reta da meta de Baku.
O estrategista da Mercedes, James Vowles, admitiu que a equipa foi longe demais no “set up” do carro e que colocou os pilotos em total desconforto, algo que não se pode repetir.
“Nesta ocasião, levámos o pacote e os nossos pilotos demasiado longe. Estamos a colocá-los num desconforto significativo e simplesmente não podemos fazer isso outra vez”, disse Vowles num vídeo da equipa no YouTube.
O “porpoising” ou efeito oscilatório passou a ser uma arma de arremesso “político” entre equipas. Umas, como a Mercedes, pedem a intervenção da FIA considerando que a segurança dos pilotos pode estar em causa, e outras equipas, como a Red Bull, pensam que se trata que estas queixas são uma jogada na esperança que a desvantagem de desempenho entre monolugares possa ser esbatida.
Vowles salientou que a Mercedes foi apenas uma das várias equipas cujos pilotos se queixaram dos efeitos do “porpoising” que suportaram em Baku. “Os nossos pilotos não foram os únicos a sofrer. Verá nos meios de comunicação uma série de comentários de vários pilotos que estiveram igualmente com desconforto e dor. E temos agora a responsabilidade de garantir que isto não continue”, concluiu o homem da Mercedes












