Durante a última reunião da Comissão de F1 da FIA, ficou acordado que as equipas e a Fórmula 1 apoiam o aumento do número de corridas sprint de 3 para seis em 2023, no entanto, como se pôde ler no comunicado publicado após o encontro “a FIA continua a avaliar o impacto desta proposta nas suas operações e no seu pessoal, e dará o seu feedback à Comissão”.
Resolvidas a grande questão que dividiu as equipas em 2022 sobre o valor a ser pago pela Fórmula 1 por cada corrida sprint realizada, seria de esperar que não houvessem mais entraves sobre esta matéria, mas é a FIA que continua a atrasar o processo.
Toto Wolff e Zak Brown, da Mercedes e da McLaren respetivamente, acreditam que o presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem está interessado em analisar profundamente esta questão antes de assinar o acordo para um maior número de corridas sprints já no próximo ano.
“Penso que é preciso fazer um escrutínio sobre as decisões que tomamos”, disse Toto Wolff. “E tenho a certeza de que entre Stefano [Domenicali, CEO da Fórmula 1] e Mohammed [ben Sulayem], chegaremos a um acordo. Para Mohammed, era importante ouvir a opinião dos membros da FIA e ele não foi contra, apenas precisou de mais tempo para tomar uma decisão”.
Zak Brown acrescentou que: “Penso que todas as equipas votaram a favor de seis corridas de sprint, porque vimos os dados que nos dizem que isso cria mais consciencialização dos adeptos, e é isso que eu penso ser mais importante no crescimento do desporto, como é que os nossos adeptos reagem quando tentamos novas actividades? E, como disse Toto [Wolff], Mohammed expressou que só queria fazer o ‘trabalho de casa’. Penso que talvez a FIA e a Fórmula 1 devessem alinhar a posição antes dessas reuniões, mas tenho a certeza de que tudo será resolvido”, concluiu o responsável da McLaren.
Segundo o reportado pelo canal britânico Sky após a reunião da Comissão no final de abril, existia unanimidade entre as 10 equipas de Fórmula 1 sobre as corridas sprint, que esperam que seja uma fonte de receitas enorme para a indústria, mas temem que a FIA possa não estar alinhada com a Fórmula 1 sobre o futuro da disciplina.












