Raramente houve tantas estrelas no paddock da Fórmula 1 como no GP de Miami. Mais do que um evento desportivo, foi um evento social, aproveitado ao máximo pela Liberty Media. Em termos desportivos, a estreia de Miami ficou marcada pelo Safety Car tardio que levantou algumas dúvidas sobre quem poderia vencer e quem iria pontuar.
Com tudo a acontecer durante o fim de semana, o vencedor do primeiro GP de Miami, Max Verstappen, não pensa que a corrida da Flórida pode superar um dos verdadeiros clássicos do calendário da Fórmula 1, o GP do Mónaco.
“Não acho que se possa substituir o Mónaco”, esclareceu o piloto após a corrida de Miami. “O Mónaco tem uma história tão grande e é preciso tempo para construir algo assim”.
As palavras de Verstappen surgiram após algumas opiniões dentro do paddock que o organização do GP Mónaco tem de mudar algumas coisas para manter a corrida dentro do calendário da disciplina. O neerlandês insistiu que a atmosfera em Miami é “diferente” do que no Mónaco, mas há espaço no calendário para os dois eventos.
O seu chefe de equipa, Christian Horner, também tem a mesma opinião, insistindo que a Fórmula 1 sem o Mónaco é “inconcebível”, mas os organizadores do evento não podem dar como garantido a sua inclusão no calendário apenas pelo que o evento significa.
A questão da manutenção do GP do Mónaco, segundo se sabe, surgiu porque a F1 quer obrigar a organização a pagar. O que não sucede. É ‘grátis’ quando o interesse de outros países e cidades é enorme e com “bolsos fundos”.












