A Fórmula 1 expande-se para novos mercados e depois de 23 corridas agendadas para este ano, a Liberty Media, que detém os direitos comerciais da competição, já procura soluções para aumentar o número de Grandes Prémios por ano. A maior questão, e que tem preocupado os fãs, principalmente os europeus, é a possibilidade de alguns dos eventos icónicos da disciplina poderem perder o espaço no calendário.
Esta questão não parece preocupar os pilotos, que têm confiança nos organizadores para manterem alguns dos circuitos tradicionais ao mesmo tempo que organizam corridas em novos locais.
“Seria uma vergonha perder pistas históricas, mas tenho a certeza de que, no que diz respeito à Fórmula 1, vão ficar de olho nelas e manter as boas corridas no calendário”, sublinhou Mick Schumacher durante a conferência de imprensa em Melbourne. O piloto alemão da Haas acrescentou que, “será interessante ver quais as novas pistas que vão surgir. E, de certa forma, temos também de fazer com que esses lugares se tornem de alguma forma históricos”.
Guanyu Zhou partilha da opinião de Schumacher, sublinhando que “não nos cabe a nós decidir para onde ir, mas como Mike [Mick Schumacher] disse, quando vamos a alguns lugares novos, ver novas zonas do mundo, novos cenários à sua volta traz sempre excitações extra, mas claro que nós, como pilotos, ainda gostamos de manter todas estas pistas históricas que estão na Fórmula 1 há anos”.
Sergio Perez sublinhou ainda “precisamos que essas pistas históricas estejam sempre no calendário”, já que “algumas das novas pistas carecem de um pouco de carácter”.
Enquanto George Russell defende a manutenção de Silverstone por aquilo que significa para a Fórmula 1, Schumacher gostaria de assistir ao regresso do GP da Alemanha, talvez com rotação entre os circuitos de Nürburgring e Hockenheim.










