A Mercedes bem tentou ultrapassar os seus problemas em Jidá, mas o segundo Grande Prémio do calendário só serviu para confirmar ainda mais que a equipa tem sérios problemas pela frente para resolver com o seu W13.
Tal como Toto Wolff disse há dias, a atual situação da Mercedes é “totalmente inaceitável”, e no mínimo isto que lhe está a suceder parece ironia do destino face ao que fez às restantes equipas em 2014, e anos seguintes…
O melhor que conseguiu a Mercedes na Arábia saudita foi ver George Russell terminar apenas em quinto lugar, 32.732s atrás de Max Verstappen, enquanto Lewis Hamilton, foi 10º, a 1m073.448s do vencedor, isto após o seu pior desempenho de qualificação em 13 anos. A isto convém acrescentar que não houve problemas mecânicos ou outros, para ambos os pilotos. Tem mesmo tudo a ver com a lentidão do monolugar.
Ver Hamilton eliminado do Q1 foi um choque para todos, ainda mais porque George conseguiu o sexto lugar na grelha no mesmo carro, mas há razões para isso: os engenheiros da Mercedes tiveram que fazer algo pouco habitual na equipa, experimentar. Só isto diz muito como andam as coisas por Brackley.
Portanto, Lewis Hamilton teve uma configuração diferente da de Russell no Q1, algo que Hamilton não revelou, deixando todos acreditarem que simplesmente não tinha conseguido estar à altura.
Já se sabe que a Mercedes tem um problema grave com o ‘porpoising’ quando o fluxo de ar é perturbado a alta velocidade nas retas. Na afinação do W13 de Hamilton, baixaram tanto o nariz, que a aderência traseira sofreu horrivelmente. A corrida foi melhor para Hamilton que a qualificação, acabando por assegurar o ponto final, correspondente ao 10º lugar.
“Em geral, eu diria que o ‘porpoising’ não é o único problema. Temos muitas partes do carro que não funcionam, que não compreendemos, que não têm um desempenho suficiente.
E não é aqui que todos esperamos que o carro esteja. Espero sinceramente que a margem esteja muito mais próxima do que vimos em Jidá. Mas há défices por todo o lado”, disse Toto Wolff. Pelos vistos, parece também que o W13 está com excesso de peso e um fortemente provável déficit de potência para os Red Bull Powertrains/Honda e para os monolugares com motor Ferrari. Este parece ser o aspeto que mais facilmente a Mercedes vai resolver, mas parece claro que a Mercedes foi mais afetada do que as unidades motrizes de outros fabricantes pela mudança para o combustível E10.
Neste momento, Lewis Hamilton e George Russell só podem esperar quando a Mercedes será capaz de lhes dar um carro com que poderão voltar às lutas na frente.










