A escalada do conflito armado entre a Ucrânia e a Rússia está a despoletar um boicote à escala global da Rússia. A Haas, que tinha o patrocínio da empresa russa Uralkali, de Dmitry Mazepin (com ligações próximas ao governo russo e ao seu presidente), retirou do carro e da sua motorhome todos os logotipos da marca russa. Não é certo ainda o que vai acontecer, mas o mais provável é que a Haas deixe de receber o dinheiro vindo da Rússia e mesmo o lugar de Nikita Mazepin está em risco. Isto pode ser uma oportunidade para Michael Andretti. O americano está mais interessado do que nunca em entrar na F1 e a compra da Haas já esteve várias vezes em cima da mesa:
“Ele [Gene Haas, dono da Haas] não quer vender”, disse Andretti à AP. “Se ele quiser vender, diga-lhe para me ligar. Isso torna tudo muito mais fácil para nós. A última conversa que tive com ele foi provavelmente por volta de Outubro ou Novembro. Ele disse-me que não se importava se estava a correr no fundo da tabela, diz que funciona para ele de qualquer maneira. “
“Se ele quiser, nós ligamos-lhe. Ele tem o meu número”, disse Andretti à The Race antes da abertura da temporada de IndyCar deste fim-de-semana em São Petersburgo.
Gene Haas já vinha a mostrar pouca vontade de investir mais na sua equipa de F1. Apesar do limite orçamental agora aplicado, a perda de um apoio como era o da Uralkali vai fazer-se sentir no orçamento da equipa. Andretti quer entrar na F1 pois entende que entrando agora tem possibilidade de valorizar a equipa e no futuro, se assim pretender, vender por mais ou associar-se a uma marca. Estar na F1 com este novo Pacto de Concórdia e com a nova forma de governação é apelativo e o investimento que temos visto na F1 é reflexo disso. Mas comprar a Haas seria a melhor solução para Andretti. Comprava uma equipa americana, já bem estabelecida na F1, com a base certa para continuar a evoluir e o preço não poderia ser muito elevado dada a estrutura atual da equipa. Será que Gene Haas se farta da F1 e vende a equipa?










