A apresentação do Mercedes W13 foi a primeira oportunidade de Lewis Hamilton falar com a comunicação social depois da entrevista pós corrida em Abu Dhabi, o último Grande Prémio de 2021. Ainda durante o evento, o piloto britânico garantiu que nunca afirmou querer abandonar a carreira e mais tarde explicou melhor o que sentiu e porque precisou de se “afastar”.
“Obviamente, levei tempo a digerir o que tinha acontecido, o que, penso eu, ainda é difícil de compreender completamente, mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes. Concentrei-me apenas em treinar, ficar saudável, e desfrutar do tempo livre, porque passa depressa”.
Hamilton voltou a reiterar que nunca pensou em terminar a carreira depois dos acontecimentos da última prova da época passada. “Honestamente, não o fiz. Claro que, no fim das temporadas, pensamos e a questão é se estamos dispostos a comprometer o tempo, o esforço que é preciso para ser campeão do mundo. Penso que muita gente subestima o que é preciso para ser um campeão do mundo. Há tantas partes móveis; não é só aparecer e pilotar o carro”.
Hamilton admitiu que perdeu um pouco de fé pela Fórmula 1, mas por amar o desporto, tinha a certeza de querer voltar e garantir que Abu Dhabi não iria definir a sua carreira. “Adoro um desporto que amei toda a minha vida. Houve um momento em que obviamente perdi um pouco de fé pelo sistema, mas sou geralmente uma pessoa muito determinada e gosto de pensar para mim mesmo que, embora momentos como este possam definir carreiras, recuso-me a deixar que isto defina a minha. Estou concentrado em ser o melhor que posso ser e voltar mais forte”.
O piloto britânico acrescentou ainda que, “isto não tem nada a ver com o Max [Verstappen]. Max fez tudo o que um piloto faria, dada a oportunidade que lhe foi dada. Ele é um grande adversário, mas não tenho problemas com ele. Não guardo ressentimentos a ninguém”.









