Em entrevista depois do final da época, Mattia Binotto explicou que por causa da mudança de combustível obrigatória, “10% etanol, o que mudou muito a combustão”, qualquer que fosse o fornecedor de combustível, a equipa perdia “mais ou menos 20 cavalos de potência, o que significa que de alguma forma a combustão em si é bastante diferente. Assim, houve muitas oportunidades no desenvolvimento da unidade motriz e nós mudamo-la bastante, especialmente na concepção da própria combustão”.
A edição italiana do Motorsport.com, adianta hoje que o centro de pesquisas a que a Shell confiou o estudo do novo combustível E10 para a Ferrari, confirma que o combustível do parceiro da equipa italiana é capaz de “recuperar” os 20cv que todas as unidades motrizes vão perder.
A mesma fonte insiste que os resultados obtidos são superiores aos definidos no projeto do engenheiro Wolf Zimmermann, sob a direção técnica de Enrico Gualtieri, para a unidade motriz italiana. Obviamente que os restantes construtores de motores, também têm parcerias capazes de encontrar soluções para o desafio levantado pela mudança regulamentar.
Como tudo na Fórmula 1, temos de esperar e ver quem encontrou as melhores e mais fiáveis soluções. No caso das unidades motrizes, depois de homologadas em 2022, serão congeladas até 2025 e por isso, o trabalho é extremamente delicado.










