Beat Zehnder, diretor desportivo da Alfa Romeo recordou os primeiros tempos de Kimi Raikkonen na F1. Raikkonen entrou na competição pela porta da Sauber, equipa pela qual disputou as últimas corridas no Grande Circo. Zehnder lembrou os primeiros tempos do Iceman:
“Ele estava a testar ao lado de Pedro Diniz e não demorou muito para a fazer os mesmos tempos por volta”, disse Zehnder ao RacingNews365.com, numa entrevista exclusiva. “Ele teve enormes problemas físicos. Mugello não é a melhor pista para um principiante começar a testar, porque é fisicamente muito exigente. Kimi teve muitos problemas, não conseguia levantar o pescoço após três voltas. Por isso fazíamos três voltas, 15 minutos de pausa, três voltas. Josef [Leberer, fisioterapeuta Sauber] estava a fazer a massagem entre idas para a pista, e muito em breve, era evidente que ele era um talento”.
“Imediatamente após o teste, dissemos, ‘vamos tentar”’, disse Zehnder, afirmando que a equipa ficou logo convencida das capacidades do finlandês. “Tivemos alguns obstáculos, pois ele não tinha superlicença. E Peter [Sauber] teve de convencer todos os chefes de equipa, a FIA e Bernie [Ecclestone], e tivemos alguns chefes de equipa como Ron Dennis na McLaren na altura, que era completamente contra. Ele era completamente contra e disse que iria destruir completamente o mercado de pilotos se trouxesse jovens miúdos para a F1 que não tivessem experiência. Kimi tinha 23 corridas de Fórmula Renault, pelo que saltou duas ou três categorias. Graças ao Peter, ele obteve a licença e, graças ao Josef, foi capaz de pilotar um carro de Fórmula 1 de uma perspetiva física. Após o teste, pedimos a Kimi que passasse um mês com Josef nos Alpes austríacos”, explicou Zehnder.”Kimi ficou furioso porque queria voltar para a Finlândia. Dissemos ‘Não, se queres ser um piloto de Fórmula 1, temos de trabalhar contigo’. E, durante os dois primeiros dias, ele não falou com Josef, ele estava muito zangado!”











