Nem mesmo as más decisões dos árbitros na prova que marcou o epílogo do Mundial de F1 de 2021 colocam nuvens negras no que foi a mais bela batalha por um título de F1 em muito tempo. No passado uma das tarefas que tinha passava por encontrar um vencedor de um concurso depois de muitas horas de Excel, com inúmeras contas pelo meio e uma das coisas que tinha de fazer era aplicar fatores de ponderação, ou seja, eliminar os extremismos, os máximos e os mínimos. Se fizermos nas redes sociais algo semelhante quanto a este Mundial de F1, percebemos que a grande maioria dos adeptos ‘equilibrados’ aceita com maior ou menor dificuldade este desfecho.
Claro que mesmo entre estes há alguma distância, muitos quase a inclinar para o erro do árbitro, outros tantos a procurar outros exemplos para justificar o que sucedeu, mas regra geral, e isso é muito bom, as pessoas aceitam que o título de Max Verstappen é justo, por tudo o que sucedeu durante o ano, como aceitariam como justo se a corrida tivesse terminado com uma procissão atrás do Safety Car e Hamilton fosse o campeão, pois tinha-o justificado na corrida e durante o ano.
Um dia Hamilton tinha que perder, Verstappen é neste momento o piloto certo para isso. Não há muito tempo, dei comigo a pensar: um piloto como este, arrisca-se a passar a vida num carro que não é suficientemente bom para bater esta Mercedes. Mas este ano, entre altos e baixos, houve equilíbrio e no final foram os detalhes a determinar o campeão. Por mim não se falava mais de recursos, pois escreveu-se direito por linhas tortas.










