Michael Andretti falou finalmente sobre o acordo falhado para a compra da Sauber. Falou-se que uma exigência financeira de última hora terá impedido a compra de 80% das ações da equipa, mas Andretti veio negar isso.
O americano fez questão de afirmar que não foi pela parte financeira que o acordo não avançou e referiu “questões de controlo” como o principal fator que levou o acordo a não avançar.
“Gostaria apenas de pôr fim a alguns destes rumores de que o negócio caiu por causa de razões financeiras”, disse ele à Race Fans. “Isso não podia estar mais longe da verdade. Não teve nada a ver com isso. Basicamente, resumiu-se a questões de controlo nas últimas horas das negociações. Foi isso que matou o acordo. Sempre disse que se o acordo não fosse bom, não o faríamos”, continuou ele, “e no final não era bom. Por isso continuamos à procura de outras oportunidades. Infelizmente à 11ª hora, as questões de controlo mudaram”, acrescentou ele, “e foi um acordo do qual tivemos de nos afastar porque não o podíamos aceitar”.
Questionado se a “questão do controlo” significava essencialmente que Andretti Autosport, embora capaz de comprar Sauber não teria o controlo da equipa, Andretti respondeu: “Basicamente”.
Quanto ao envolvimento da Liberty Media neste negócio, Andretti negou:
“Penso que eles gostariam, obviamente, porque estão realmente a tentar entrar mais no mercado americano, mas não estavam a fazer nada para nos ajudar. Penso que teria sido uma grande história. É uma pena que não tenha resultado. Mas eu não desisto. Vamos sempre procurar oportunidades lá, não só lá, mas também em outras fórmulas, outros tipos de corridas. É isso que nós fazemos. Estamos no ramo das corridas, e estamos sempre à procura de oportunidades de expansão. Mas quando nos expandimos, temos de garantir que é um negócio adequado que sabemos que podemos ser competitivos porque isso é muito importante para a nossa marca – ser competitivos em tudo o que fazemos”.
Embora o acordo esteja cancelado, Andretti confirmou que Colton Herta teria quase de certeza feito a mudança da IndyCar para a F1:
“Obviamente, se alguma vez conseguirmos uma equipa, ele seria a prioridade para nós em termos de trazer um piloto americano”, disse Andretti. “Ele seria o tipo perfeito para o fazer. Quer dizer, íamos definitivamente tentar levá-lo porque acredito que ele poderia ser um piloto competitivo na Europa. Acredito mesmo. Não há razão para que ele não o fizesse”.
A Islero do sueco Finn Rausing terá colocado travão no negócio. Segundo o que se sabe, Rausing é um apaixonado pela F1 e investiu na Sauber pela sua paixão. O Bilionário não parece ter problemas com o dinheiro, pelo que a vender a equipa teria de ser sempre pelo preço certo e nas condições certas. Alguns dos rumores que circularam durante as negociações davam conta de uma possível diminuição do staff da equipa. As equipas americanas tendem a ser geridas de forma diferente das sediadas na Europa e talvez Rausing tenha entendido que o caminho que a Andretti queria tomar não era o melhor e que iria deitar por terra cinco anos de trabalho de recuperação da Sauber que agora está muito melhor do que estava e pode valorizar muito nos próximos anos. Por isso Rausing não tinha interesse em vender e tentou entender se o negócio podia ser bom para ele e para a equipa. Como o fator financeiro não terá sido problema, segundo Andretti, a questão terá sido mesmo os interesses da equipa, que Rausing terá defendido assim. Mas com a valorização que a F1 e a Sauber poderão ter nos próximos anos, não parece que Rausing vá lamentar o fracasso das negociações.











